Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
De olho na proteção do mandato, Bacellar anuncia que não vai renunciar
Política
De olho na proteção do mandato, Bacellar anuncia que não vai renunciar
Cláudio Castro renuncia, mas antes assina últimos atos ampliam poder da Casa Civil
Destaque
Cláudio Castro renuncia, mas antes assina últimos atos ampliam poder da Casa Civil
Ato em Nova Iguaçu marca 21 anos da Chacina da Baixada
Nova Iguaçu
Ato em Nova Iguaçu marca 21 anos da Chacina da Baixada
Bolsonaro deixa UTI e segue internado enquanto STF avalia prisão domiciliar
Destaque
Bolsonaro deixa UTI e segue internado enquanto STF avalia prisão domiciliar
Vagões exclusivos para mulheres passam a funcionar 24 horas no Rio
Estado
Vagões exclusivos para mulheres passam a funcionar 24 horas no Rio
TJ do Rio derruba lei que previa alerta por SMS para crianças desaparecidas
Rio de Janeiro
TJ do Rio derruba lei que previa alerta por SMS para crianças desaparecidas
Ex-presidente da Rioprevidência negocia delação após prisão por suspeitas de irregularidades
Estado
Ex-presidente da Rioprevidência negocia delação após prisão por suspeitas de irregularidades

Câmara pede que STF revise decisão que suspendeu emendas parlamentares

Siga-nos no

Foto: Lula Marquês / Agência Brasil

Em recurso apresentado ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta sexta-feira (27), a Câmara dos Deputados pediu revisão da decisão que mandou suspender o pagamento de cerca de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão.

A petição, de 22 páginas, é assinada pelo advogado Jules Michelet Pereira Queiroz e Silva, que representa a Câmara. No documento, ele rebate a ação proposta pelos partidos PSOL e Novo e pelas entidades Associação Contas Abertas, Transparência Brasil e Transparência Internacional, que alegaram, entre outras questões, que a indicação de mais de 5,4 mil emendas teria ocorrido sem a aprovação das comissões e no período em que as reuniões dos colegiados haviam sido suspensas pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), entre os dias 12 e 20 de dezembro.

“Com a devida vênia, a argumentação dos peticionantes não corresponde à verdade e revela profundo desconhecimento do processo legislativo orçamentário. Essas informações imprecisas e descontextualizadas impedem a correta apreciação e valoração dos fatos”, diz a petição.

No recurso, a defesa da Câmara sustenta que as emendas foram aprovadas pelas comissões ao longo do ciclo legislativo e que o documento nº 1064, que listaria “5.449 emendas”, se refere à indicação dos projetos destinatários.

“A aprovação das emendas pelas comissões se dá a partir de sugestões feitas por parlamentares e aprovadas formalmente pelos colegiados. Após a aprovação e sanção, ocorrem as indicações ao Poder Executivo que, de acordo com a LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] para o exercício de 2024, não têm caráter vinculante”, argumenta a defesa da Casa Legislativa. Na petição, o advogado também cita exemplos e informa o link onde estão registradas as atas de deliberação sobre as emendas.

Sobre a suspensão das atividades das comissões entre 12 e 20 de dezembro, a defesa da Câmara negou que seria uma estratégia para impedir a deliberação dos colegiados, como alegam os autores da ação. “Essa suspensão se deu para possibilitar esforço concentrado às proposições de controle de gastos do Poder Executivo, que seriam votadas pelo plenário da Câmara dos Deputados”.

Na noite dessa quinta-feira (26), em declaração à imprensa, o presidente da Câmara dos Deputados defendeu que a liberação das emendas parlamentares têm obedecido critérios estabelecidos pelo Judiciário e os acordos firmados entre Executivo e Legislativo.

*Informações Agência Brasil