Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Saúde
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Mundo
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Destaque
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Rio de Janeiro
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Rio de Janeiro
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Brasil
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
Mundo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Pressões internas e disputa política marcam intervenção suspeita no Cremerj, entenda

Siga-nos no

Foto: Reprodução

A intervenção do Conselho Federal de Medicina (CFM) no Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj), publicada no Diário Oficial nesta sexta-feira (14), vai além das questões administrativas, é o que denúncia o secretário afastado do Cremerj, o médico endocrinologista, Dr. Sylvio Sergio Neves Provenzano. Em entrevista ao jornal O Globo, Provenzano falou sobre a situação com um tom de surpresa e indignação. Segundo ele, a intervenção está sendo usada para atender a interesses políticos que não condizem com a natureza do órgão.

— O que acontece é que tem interesses políticos que o órgão não abraçou. O Cremerj não é um órgão político partidário. A gente não é a favor de partido A ou B. A gente é a favor da medicina de qualidade. Foi publicada a intervenção em Diário Oficial, mas eu não sei porque não recebi o relatório. Vou aguardar os desdobramentos. Isso foi o primeiro ato deles e, certamente, vão vir outros. Agora vou me dedicar aos meus pacientes. Sempre representei o meu cargo com muita honradez — afirmou o Provenzano.

De acordo com fontes ligadas à antiga gestão, o conselheiro federal Raphael Câmara, ex-secretário de Atenção Primária à Saúde durante o governo Bolsonaro, teria tentado influenciar as decisões do Cremerj. Ele teria pressionado a diretoria para adotar uma postura mais de direita, o que gerou resistência entre os demais membros.

A situação se intensificou quando Raphael Câmara tentou garantir cargos na diretoria do Cremerj, sem sucesso. Diante da negativa, ele lançou uma chapa independente na eleição para o conselho em agosto do ano passado e conseguiu se eleger, juntamente com seu suplente, João Hélio, com 33,04% dos votos válidos. A partir desse momento, uma série de denúncias envolvendo membros da diretoria atual começou a ser encaminhada a Brasília, aumentando a pressão sobre a gestão do Cremerj.

Nos corredores do órgão, um embate político se desenrola, com diferentes visões sobre o papel da entidade. Enquanto a diretoria afastada defende que órgão deve permanecer neutro, sem alinhamento ideológico à direita ou à esquerda, pressões internas teriam sido feitas para direcionar o órgão a uma postura política específica.

Além disso, membros do conselho debatem que uma disputa de forças entre as duas autarquias está em curso. A autarquia do Rio, desde que iniciou a auditoria, alega que suas contas estão em dia, com cerca de R$ 20 milhões em caixa, e nega a alegada incapacidade financeira mencionada pelo CFM. No entanto, a auditoria, que analisou documentos como relatórios contábeis, balanços financeiros, receitas e despesas desde o início da gestão em outubro de 2023, identificou diversas irregularidades.

Sobre a denúncia de irregularidades, Provenzano afirmou que, se houve, não foram de sua responsabilidade, e reforçou que sua trajetória na medicina é transparente:

— Pelas medidas adequadas vou saber porque eu fui incluído num grupo que foi afastado. Estou com a consciência tranquila. Tenho orgulho muito grande da gestão que fiz. Se houve irregularidade, não fui eu o responsável. Tenho 43 anos de medicina e chefiei a clínica médica do Hospital dos Servidores. Minha vida é um livro aberto. Fomos surpreendidos. Não tomamos conhecimento do relatório. Tomaram uma decisão e sequer disseram o que levou a decisão.