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Allan Turnowski, ex-chefe de Polícia do RJ, é solto após decisão judicial

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Foto: Reprodução

A Justiça do Rio mandou soltar o ex-secretário da Polícia Civil, delegado Allan Turnowski, mediante o cumprimento de algumas medidas cautelares. A decisão é desta terça-feira (17/06). Turnowski deixou a prisão pouco antes das 15h.

O desembargador Marcius da Costa Ferreira, da Sétima Câmara Criminal, levou em consideração “a participação colaborativa” do preso e apontou a ausência de risco à liberdade que justifique a manutenção da prisão, mas impôs as seguintes condições para a sua soltura:

– proibição de acesso às dependências de quaisquer repartições da Polícia Civil do RJ e/ou da Secretaria de Segurança Pública do estado;

– proibição de manter contato com os denunciados por qualquer meio;

– proibição de deixar o país;

– e entrega do passaporte perante o Juízo de origem.

Réu por organização criminosa, Turnowski é acusado de receber propina e colaborar com contraventores do jogo do bicho. Ele sempre negou as acusações.

“Allan Turnowski foi indevidamente preso, após três anos respondendo em liberdade, em verdadeira antecipação de pena sem que sequer houvesse condenação”, afirmou o advogado de Turnowski, Ary Bergher.

Segundo ele, o TJRJ acertou em colocar Turnowski em liberdade. “A defesa está confiante de que todas as circunstâncias do caso serão devidamente esclarecidas, de maneira a demonstrar a verdade e reverter toda a injustiça cometida”, pontuou Bergher.

Turnowski foi preso no dia 6 de maio, após o Tribunal de Justiça do RJ expedir um mandado de prisão contra ele. A prisão preventiva havia sido restabelecida pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal.

Em setembro de 2022, Turnowski foi preso por agentes do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio (Gaeco), do Ministério Público do Estado do Rio.

O ex-secretário foi preso em continuidade às investigações sobre o delegado Maurício Demétrio, que está preso desde 2021, acusado de corrupção dentro da Polícia Civil. Demétrio é investigado por suspeita de forjar operações para incriminar adversários e também teria participação na morte do contraventor. O ex-delegado foi condenado há quase 10 anos de prisão por obstrução de justiça.

De acordo com as investigações, ele atuava como agente duplo, em favor dos contraventores Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio, assassinado em novembro de 2020. Turnowski ficou na cadeia menos de um mês.