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Ação contra Bolsonaro e mais 7 réus entra na fase final no STF

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A ação penal que apura uma suposta trama golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder mesmo após derrota nas urnas avançou para a fase final no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (27/06).

O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, encerou a chamada fase de instrução processual e determinou a abertura das alegações finais, etapa em que as partes — acusação e defesas — podem apresentar as últimas considerações antes do julgamento.

Fazem parte deste núcleo:

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro.

Com isso, agora, a Procuradoria-Geral da República terá 15 dias para apresentar suas considerações finais.

Nesta etapa, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, vai informar ao Supremo se quer a condenação dos 8 réus do chamado núcleo crucial da trama golpista, ou se alguém deve ser absolvido.

Depois do prazo do Ministério Público, a defesa do delator e réu, Mauro Cid, terá mais 15 dias para entregar seus argumentos.

Na sequência, os outros sete réus do núcleo terão mais 15 dias.

Como o general e ex-ministro Braga Netto está preso, em desdobramento das investigações, os prazos não serão suspensos durante o recesso do STF, que começa na próxima semana.

Próximos passos

Após a fase das alegações finais, o relator, Alexandre de Moraes, pode preparar o relatório e voto sobre o caso.

Na sequência, Moraes pede que a ação penal seja incluída na pauta de julgamentos e caberá à Presidência da Primeira Turma do STF marcar a data para análise da acusação.

No Supremo, ministros avaliam que a ação penal pode começar a ser julgada entre agosto e setembro.

Os réus respondem por crimes como golpe de estado, tentativa violenta de abolição do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

– Se houver absolvição, o processo é arquivado.

– Em caso de condenação, os ministros definem a pena de cada um dos réus.

Nas duas circunstâncias, acusação e defesas podem recorrer da decisão ao próprio STF.

Trama golpista

O Supremo analisa a ação penal que conta com oito réus do “núcleo crucial” da organização voltada para a ruptura democrática.

A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República em fevereiro. Em março, o pedido foi admitido pela Corte.

A ação passou pela fase de instrução processual e agora caminha para os procedimentos finais.