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Rede de violência virtual contra mulheres é alvo de ação no Rio, Baixada e em oito estados

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Um grupo que pratica violência contra mulheres em plataformas online é alvo da Polícia Civil, nesta segunda-feira (30/06). A Operação Abbraccio cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão em Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e outros oito estados. Os envolvidos são investigados por crimes de estupros virtuais, torturas, misoginia e racismo. Cinco homens foram presos, e quatro menores, apreendidos.
Além do Rio, a ação do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM) ocorre nos estados do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Santa Catarina e São Paulo. A operação foi planejada a partir da investigação da delegacia de Caxias, quando a mãe de uma vítima procurou a especializada, em abril, relatando que imagens íntimas de sua filha estavam sendo divulgadas.
A Operação Abraccio apreendeu mais de 200 mil arquivos com fotos e vídeos de meninas e mulheres em situações degradantes. A ação mira uma quadrilha acusada de compartilhar imagens íntimas e humilhar vítimas por meio de chantagens nas redes sociais.
“Elas eram obrigadas a se mutilar, escrever os nomes desses homens em partes de seus corpos”, afirmou a delegada Gabriela von Beauvais, diretora do Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM).
A ação contou com a participação de mais de 160 policiais.

Nas investigações da Deam, os agentes descobriram a existência de uma rede criminosa com dezenas de outras vítimas. Tudo era transmitido online, em plataformas como Discord, e em alguns casos, a gravação era posteriormente exposta na internet. Segundo a especializada, o grupo forçava as mulheres a atos violentos ou a se mutilar com navalhas, escrevendo os nomes dos autores na própria pele.

A Operação Abraccio acontece depois da prisão de um dos integrantes do grupo, no mês passado. A partir da perícia de cerca de 80 mil imagens, vídeos e áudios encontrados em dispositivos eletrônicos, os agentes chegaram aos outros envolvidos e lideranças. De acordo com a Polícia Civil, o material apreendido também demonstrou a frieza com que eles tratavam o sofrimento e a vida humana.

O material será analisado e poderá levar a novas diligências, além de responsabilizações penais e civis.