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Firjan diz que 48 municípios do Rio serão impactados pelo tarifaço

Todas as cidades afetadas exportam para o mercado norte-americano.

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Um levantamento da Firjan aponta que 48 municípios do Estado do Rio poderão ser impactados com o tarifaço de 50% para as importações originadas no Brasil, imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A tarifa transversal, que inicialmente passaria a valer a partir desta sexta-feira (1º), será aplicada a partir do próximo dia 6.

A pesquisa da Firjan foi divulgada nesta quarta-feira (30/07) e destaca que todas as cidades afetadas exportam para o mercado norte-americano. Além disso, em consulta com a base empresarial, cerca de 60% dos respondentes esperam impactos das medidas em seus negócios no curto prazo, principalmente na queda de receitas, no aumento de custos operacionais e na redução das exportações.

“A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) reitera sua grave preocupação com a implementação das tarifas estadunidenses sobre as exportações brasileiras”, afirmou a Firjan.

Nesta quarta, o governo norte-americano anunciou algumas exceções para o tarifaço. Todavia, segundo a Firjan, isto não altera as tarifas de importação de 50% sobre os produtos de aço e de alumínio anteriormente anunciadas. Estes permanecem como ponto de grande preocupação a ser mantido na agenda de negociações.

As tarifas anunciadas nesta quarta impactam diretamente a pauta exportadora do Estado do Rio, salvo produtos presentes em listas de exceção, como óleos brutos de petróleo. A indústria de Petróleo e Gás compõe aproximadamente 60% das exportações fluminenses para os EUA, sendo o principal item na pauta exportadora e representando 40 mil empregos diretos no estado.

Impacto do tarifaço nos empregos

A Firjan ressaltou ainda a preocupação do setor industrial com o impacto nos níveis de emprego nos setores afetados. 42% dos empresários entrevistados manifestaram que temem a possibilidade de redução de postos de trabalho.

“Em contraste com as medidas aplicadas, Brasil e os Estados Unidos mantêm um longo histórico de relações voltadas para a promoção dos negócios. Os EUA são o principal investidor externo direto no mercado brasileiro e o segundo maior parceiro comercial do Brasil, registrando superávit de 7 bilhões de dólares em relação ao Brasil em 2024”, frisou a Firjan.

Nesse contexto, a Firjan defende a urgência da intensificação da atuação diplomática e paradiplomática em diversos níveis para construção de uma solução negociada e célere para mitigação dos impactos econômicos e sociais das novas tarifas anunciadas.

Estado estima prejuízo de R$ 830 milhões
Números apresentados ao grupo de trabalho criado pelo governador Cláudio Castro (PL) para avaliar o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelaram que o impacto está sendo calculado em R$ 830 milhões — o que corresponde a 0,7% da economia do Rio.

O grupo fez a sua primeira reunião no último dia 22. De acordo com os dados da Secretaria estadual de Desenvolvimento Econômico, os municípios mais prejudicados com a medida serão a capital, Duque de Caxias, São João da Barra e Volta Redonda.

Em 2024, o Rio importou R$ 8,9 bilhões dos Estados Unidos; e exportou R$ 7,4 bilhões. Ou seja, os americanos podem perder mais se o tarifaço for recíproco. Se a treta fosse com a China, a coisa mudaria de figura. No mesmo ano, exportamos R$ 16,8 bilhões para os chineses, e importamos apenas R$ 1,7 bilhão.