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Operação Rede Obscura mira exploração clandestina de serviço de internet

Agentes fazem diligências na Zona Norte e na Baixada Fluminense

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A Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) deflagrou, nesta terça-feira, a Operação Rede Obscura. A ação mira a exploração clandestina do serviço de internet em regiões da Zona Norte do Rio, relacionada diretamente a facções criminosas. Ao todo, são cumpridos 17 mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos alvos, tanto na Zona Norte da capital quanto na Baixada Fluminense. A ação conta com o apoio de agentes do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e da 38ª DP (Brás de Pina).

Até o momento, foram apreendidos um fuzil, duas pistolas, dinheiro em espécie, equipamentos eletrônicos e cabos utilizados pelas empresas. Duas pessoas foram detidas. No Morro do Borel, na Tijuca, houve confronto entre agentes e traficantes. Não há informações de feridos.

A operação é um desdobramento de uma investigação que começou com a análise de dados técnicos e relatos encaminhados à DDSD indicando a existência de provedores atuando de forma irregular em comunidades dominadas por facções criminosas. No decorrer da apuração foi possível determinar a atuação de uma empresa vinculada ao Comando Vermelho (CV) operando na região do Morro do Quitungo, em Brás de Pina, e outra empresa ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP) com atuação predominante em Cordovil, Cidade Alta e localidades próximas.

De acordo com os agentes, a investigação demonstrou que as duas operadoras ilegais atuam com apoio logístico de criminosos armados, que impedem a entrada de empresas licenciadas, promovendo, inclusive, o vandalismo de redes técnicas e a destruição de cabos de fibra ótica.

As conexões clandestinas foram mapeadas com o apoio da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte), da Polícia Civil. Na região do Morro do Quitungo foi constatada a existência de postos de vigilância armada e grande restrição à mobilidade institucional, o que reforçou que as atividades empresariais ocorriam sob proteção armada da organização criminosa.

De acordo com o delegado Pedro Brasil, titular da DDSD, foram identificadas duas empresas, cada um aligada a uma facção. Uma delas é a Flaquinete Serviços Ltda, que operava no Quitungo com apoio do CV e tem como responsável Rogério Nascimento. Ele, afirmou o policial ao Bom Dia Rio, da TV Globo, tem antecedentes por tráfico de drogas, furto de energia e receptação. Em depoimento, Rogério afirmou ter recebido propostas de facções para expandir o serviço para outras comunidades e admitiu fazer repasses financeiros a chefes do tráfico.

A RDO Telecomunicações, ligada ao TCP, atua em Cordovil, Cidade Alta e arredores. Seu dono é, de acordo com a Polícia Civil, Renato de Oliveira. Ele já tinha sido preso em flagrante por receptação qualificada num galpão na Penha, onde policiais encontraram grande quantidade de cabos de operadoras regulares e veículos sem documentação fiscal.