Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Após reunião com Lula, Alcolumbre libera avanço de propostas no Senado
Brasil
Após reunião com Lula, Alcolumbre libera avanço de propostas no Senado
Menino de 6 anos que perdeu a visão após operação na Mangueira recebe alta
Rio de Janeiro
Menino de 6 anos que perdeu a visão após operação na Mangueira recebe alta
Colômbia registra novos tremores enquanto buscas por desaparecidos continuam
Mundo
Colômbia registra novos tremores enquanto buscas por desaparecidos continuam
Projeto em Nova Iguaçu capacita mulheres e ajuda cães e gatos a encontrarem um lar
Nova Iguaçu
Projeto em Nova Iguaçu capacita mulheres e ajuda cães e gatos a encontrarem um lar
Defesa de Cláudio Castro nega que ex-governador tenha sido alvo de buscas da PF
Rio de Janeiro
Defesa de Cláudio Castro nega que ex-governador tenha sido alvo de buscas da PF
Águas do Rio leva atendimento itinerante a diferentes regiões do estado em agosto
Rio de Janeiro
Águas do Rio leva atendimento itinerante a diferentes regiões do estado em agosto
Copacabana tem show gratuito de Orquestra Ouro Preto, Samuel Rosa e Alceu Valença
Entretenimento
Copacabana tem show gratuito de Orquestra Ouro Preto, Samuel Rosa e Alceu Valença
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Dados em celular de coronel do exército confirmam planos de golpe de Bolsonaro, após perder a eleição

As declarações encontradas no celular fortalecem as acusações contra o ex-presidente, que serão examinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF)

Siga-nos no

Coronel Flávio Peregrino era assessor do general Walter Braga Netto. Foto: Reprodução

Mensagens, anotações e documentos extraídos pela Polícia Federal (PF) do celular do coronel da reserva do Exército Flávio Peregrino, assessor do general Walter Braga Netto, revelam bastidores inéditos das articulações golpistas após a derrota de Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. O material, obtido com exclusividade pelo Estadão, também expõe o incômodo de militares com a estratégia de defesa do ex-presidente, que tenta transferir a eles a responsabilidade pelos planos de ruptura institucional.

Em suas anotações, Peregrino aponta que o próprio Bolsonaro liderou as articulações e que os militares atuaram para apoiá-lo, pois “sempre foi a intenção dele” de permanecer no poder mesmo após perder de forma democrática à Presidência da República.  As declarações fortalecem as acusações contra o ex-presidente, que serão examinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

As defesas de Braga Netto e de Bolsonaro não se manisfestaram. Já Luís Henrique Prata, defensor de Peregrino, disse que as anotações foram “formuladas com base na liberdade de expressão e no contexto da assessoria de um dos envolvidos” e ressaltou “a lealdade dos militares na busca de soluções constitucionais naquele período e ao longo de todo governo”.

Peregrino é investigado por supostamente tentar acessar informações sigilosas da delação do tenente-coronel Mauro Cid, mas não foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República nos processos sobre o plano de golpe. O material analisado foi apreendido em dezembro de 2024, na mesma operação da PF que prendeu Braga Netto.

Através de mensagens enviadas a si mesmo, o coronel contesta a tese da defesa de Bolsonaro de que os militares teriam articulado um golpe sem o seu conhecimento. Em um texto intitulado “Ideias gerais da defesa”, datado de 28 de novembro de 2024, Peregrino critica diretamente a narrativa do ex-presidente:

“Oportunismo e o que mostra que tudo será feito para livrar a cabeça do B [Bolsonaro]. Estão colocando o projeto político dele acima das amizades e da lealdade que um Gen H [Heleno] sempre demonstrou ao B [Bolsonaro]”, escreveu.

Também há o registro de Peregrino criticando a falta de gratidão de Bolsonaro.

“Deixar colocarem a culpa nos militares que circundavam o poder no Planalto é uma falta total de gratidão do B [Bolsonaro] àqueles poucos, civis e militares, que não traíram ou abandonaram o Pres. B [Bolsonaro] após os resultados do 2º turno das eleições.”

O coronel reconhece erros dos próprios militares, como não desmontar acampamentos em frente a quartéis e não convencer Bolsonaro a desistir do golpe. Mais tarde, classificou as ações da defesa de Bolsonaro como “desorientação” e “falta de coerência” e acusou o ex-presidente de estar “forçando” uma ordem de prisão para sustentar a narrativa de perseguição pelo STF.