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Setor de serviços cresce em julho e mantém sequência de seis meses consecutivos de alta

Expansão de 0,3% foi puxada por telecomunicações e tecnologia da informação, mas ficou levemente abaixo das projeções

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Reprodução

O setor de serviços voltou a registrar crescimento em julho de 2025, avançando 0,3% em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12/09) pelo IBGE. Foi o sexto mês consecutivo de alta, confirmando a resiliência do segmento em meio a um cenário de juros elevados e atividade econômica moderada.

A expansão de julho ficou ligeiramente abaixo da estimativa de economistas, que projetavam alta de 0,4%. Em junho, o setor também havia crescido 0,3%. No acumulado de 2025, o avanço é de 2,6%, enquanto nos últimos 12 meses a taxa chega a 2,9%.

Mesmo com a desaceleração em relação ao ritmo esperado, os serviços continuam a desempenhar papel central na economia, sustentando o Produto Interno Bruto (PIB). No primeiro trimestre, foram justamente os serviços que garantiram a expansão do PIB brasileiro.

Para analistas, o setor segue apoiado em um mercado de trabalho forte. A taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos e a renda da população alcançou recordes, o que tem dado suporte ao consumo de serviços.

“O quadro de emprego robusto ajuda a explicar por que o setor continua crescendo, apesar dos juros altos que afetam outros segmentos da economia”, afirmam economistas consultados pelo IBGE.

Entre os segmentos, o melhor desempenho foi o de informação e comunicação, com crescimento de 1,0% em julho. O resultado foi impulsionado pela expansão das telecomunicações e dos serviços de tecnologia da informação (TI).

Segundo especialistas, esse é um dos ramos menos sensíveis às condições de crédito e juros, e que vem crescendo de forma consistente desde o fim da pandemia. A demanda crescente por soluções digitais e a popularização da inteligência artificial (IA) têm sido fatores decisivos para esse avanço.

A continuidade do crescimento do setor dependerá, nos próximos meses, da evolução do mercado de trabalho e do poder de compra das famílias. Ainda que o ambiente de crédito permaneça restrito, a tendência é de que áreas ligadas à digitalização e à tecnologia sigam em expansão.

Com seis meses seguidos de alta, os serviços consolidam sua posição como motor da economia brasileira em 2025, reforçando sua importância na sustentação do crescimento do país.