Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Entretenimento
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Estado
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Política
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Brasil
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Política
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
Rio de Janeiro
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Covid-19 acelera rigidez arterial mostra estudo com 2 mil pessoas

Mulheres e pacientes com sintomas persistentes foram os mais afetados.

Siga-nos no

Um novo estudo mostra que a Covid-19 pode deixar sequelas no sistema cardiovascular, aumentando o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, mesmo após a recuperação da infecção.
Os pesquisadores identificaram que o vírus provoca rigidez arterial, sobretudo em mulheres.

A pesquisa foi realizada pelo consórcio Cartesian, que reúne 34 instituições de pesquisa internacionais.
O objetivo foi identificar como a doença impacta a rigidez arterial — indicador do envelhecimento dos sistemas que alimentam o coração.
Os resultados foram publicados em agosto, na revista European Heart Journal.

O estudo é o maior levantamento populacional com sobreviventes da Covid-19, com dados de mais de 2 mil participantes de 16 países, incluindo o Brasil.

Envelhecimento das artérias e risco ao coração

Segundo o pesquisador Emmanuel Ciolac, professor da Universidade Estadual Paulista (Unesp), pessoas que tiveram Covid-19 apresentam maior rigidez nas grandes artérias, o que pode indicar envelhecimento vascular precoce e comprometer o fluxo sanguíneo para o cérebro e outros órgãos.
A alteração foi observada independentemente da gravidade da doença ou da existência de outras condições como hipertensão.

Os resultados também mostraram que as artérias tendem a se recuperar com o tempo, o que reforça a importância da reabilitação física.

“São situações que, na maioria dos casos, podem ser reversíveis e, cada vez mais, vemos que é preciso uma atenção de longo prazo nos infectados pela Covid-19”, explica o pesquisador.

Como o estudo foi conduzido

Durante a pesquisa, foi medida a velocidade da onda de pulso carótida-femoral, um teste não invasivo que avalia a rigidez das grandes artérias.
Entre as 2.390 pessoas avaliadas, havia tanto infectados quanto não infectados, com casos leves e graves, incluindo pacientes vacinados e não vacinados.

Segundo a pesquisadora Bianca Fernandes, que participou do estudo, a velocidade da onda de pulso indica o estado arterial:

“Quanto mais lenta, mais elástica e saudável a artéria está. Quanto mais rápida, mais enrijecida e menos eficiente é a distribuição do sangue”, explica.

Os dados revelaram um envelhecimento acelerado das artérias seis meses após a infecção, comparado a pessoas que não tiveram Covid-19.

“Houve um envelhecimento acelerado das artérias entre todos os participantes infectados”, afirma Bianca.

Mulheres foram as mais afetadas

A pesquisa detectou que as mulheres apresentaram maior comprometimento vascular, principalmente as que tiveram sintomas persistentes da Covid-19.
As que precisaram de internação em UTI tiveram um envelhecimento arterial ainda mais acentuado.

Entre os homens, não houve grande diferença entre quem teve ou não a infecção, o que, segundo os especialistas, pode estar relacionado à maior mortalidade masculina observada na pandemia.

Os dados também mostraram que pessoas vacinadas tiveram menos alterações na rigidez arterial do que as não vacinadas.

“O estudo reforça a importância de acompanhar a saúde cardiovascular de quem teve Covid-19, mesmo após a recuperação”, destaca Bianca Fernandes.
“Ainda é necessário investigar estratégias específicas para reduzir esse envelhecimento vascular precoce”, conclui.