Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Dado Dolabella deixa MDB poucos dias após filiação no Rio
Política
Dado Dolabella deixa MDB poucos dias após filiação no Rio
Pesquisa Datafolha mede nível de arrependimento da última eleição presidencial
Política
Pesquisa Datafolha mede nível de arrependimento da última eleição presidencial
Prédio atingido por incêndio em Ramos pode ser demolido após colapso da estrutura
Rio de Janeiro
Prédio atingido por incêndio em Ramos pode ser demolido após colapso da estrutura
Governo forma mil novos agentes do Segurança Presente e anuncia cinco novos projetos
Estado
Governo forma mil novos agentes do Segurança Presente e anuncia cinco novos projetos
Rio inicia nova etapa da vacinação contra vírus que causa bronquiolite em bebês
Rio de Janeiro
Rio inicia nova etapa da vacinação contra vírus que causa bronquiolite em bebês
Voo é adiado por suposta ameaça de bomba em Brasília
Brasil
Voo é adiado por suposta ameaça de bomba em Brasília
Pai de menor apreendido por estupro coletivo intimida advogado e influenciadora nas redes sociais
Destaque
Pai de menor apreendido por estupro coletivo intimida advogado e influenciadora nas redes sociais

Setembro de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado no planeta

O relatório é do observatório europeu Copernicus.

Siga-nos no

O mês de setembro de 2025 foi o terceiro mais quente já registrado na história, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9/10) pelo observatório europeu Copernicus. O relatório aponta que o planeta segue enfrentando temperaturas anormalmente elevadas, especialmente em regiões próximas aos polos e no Leste Europeu.

Segundo o observatório, “setembro de 2025 foi o terceiro setembro mais quente”, ficando logo atrás dos recordes de 2023 e 2024. A temperatura média global foi de 16,11 °C, o que representa 1,47 °C acima do período pré-industrial (1850–1900), marco anterior ao avanço do aquecimento global provocado pela atividade humana.

Calor recorde e impacto global

A estrategista climática do Copernicus, Samantha Burgess, afirmou que o cenário permanece preocupante: “O contexto global das temperaturas permanece o mesmo, com medições teimosamente elevadas em terra e na superfície do mar, refletindo a contínua influência do acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera”.

O Copernicus ressalta que, embora 2023 tenha mantido o recorde absoluto de calor, os últimos meses indicam uma tendência persistente de elevação das temperaturas médias. O fenômeno está ligado tanto ao aumento da concentração de gases poluentes quanto a eventos climáticos naturais que amplificam o aquecimento.

Europa teve anomalias de calor inéditas

De acordo com o relatório, as maiores anomalias de temperatura foram observadas na Europa, especialmente nos países nórdicos, no Leste Europeu, nos Bálcãs e nas nações bálticas. Nessas regiões, os termômetros registraram níveis inéditos desde o início das medições sistemáticas, anteriores à década de 1940.

Além do calor, o continente também enfrentou chuvas particularmente intensas em áreas da Escandinávia, Itália, Croácia, Espanha e ao longo da costa oriental do Mar Negro. Os eventos extremos provocaram inundações, deslizamentos e danos significativos à infraestrutura.

Seca avança nas Américas e na Ásia

Enquanto a Europa lidava com tempestades e enchentes, o cenário nas Américas foi o oposto. Países como Canadá, Estados Unidos, México, Brasil e Uruguai registraram um setembro mais seco que o normal, com redução acentuada de chuvas. O mesmo padrão foi observado em regiões da Ásia, da Rússia e do norte do subcontinente indiano.

Os especialistas do Copernicus alertam que esse desequilíbrio no regime de chuvas e temperaturas reforça os efeitos do aquecimento global, intensificando tanto os períodos de estiagem quanto as precipitações extremas. O relatório conclui que 2025 tende a consolidar-se entre os anos mais quentes já medidos, com impactos diretos sobre a agricultura, os ecossistemas e a vida nas cidades.