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Zona Norte do Rio lidera ranking nacional de seguros mais caros de carros e motos

Índice mostra que a capital fluminense mantém o seguro mais alto do Brasil, com destaque para a Zona Norte.

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O Rio de Janeiro continua liderando o ranking das capitais com os seguros mais caros do Brasil, segundo o IPSA + IPSM, índice de preço de seguro de automóvel e moto elaborado pela TEx, que integra a Serasa Experian.

Em setembro, a Zona Norte registrou 7,8% do valor do carro no seguro auto e 17,3% no de moto, enquanto a Zona Sul apresentou 4,6% e 13,7%, respectivamente — uma diferença de 70% no seguro de carro e 26% no de moto.

Na média da Região Metropolitana, o Rio lidera o ranking nacional, com índices de 6,7% para automóveis e 14,5% para motos, mais que o dobro de cidades como Belém, que registrou 3,6% e 6,4%, respectivamente.

Segundo Emir Zanatto, Head de Seguros da Serasa Consumidor, a variação dentro da cidade reflete diretamente as condições de risco de cada região. “A Zona Norte tem maior densidade veicular e volume de sinistros, o que pressiona os preços. Já a Zona Sul apresenta um perfil mais estável e menor exposição ao risco.”

Apesar das diferenças locais, o cenário nacional mostra leve queda nos valores médios. O seguro de automóveis caiu para 5,1%, o menor valor em 12 meses, enquanto o de motos recuou de 9,7% para 9,6%, mantendo a diferença entre os dois segmentos em 4,5 pontos percentuais.

Outros fatores também influenciam diretamente o preço: apólices novas custam mais (6,5% para carros e 10,2% para motos) do que as renovações com a mesma corretora (4,3% e 7,1%). Jovens de 18 a 25 anos pagam os valores mais altos — 8,6% no seguro de carro e 15,4% no de moto —, enquanto condutores com mais de 56 anos desembolsam 4,3% e 6,9%.

Os carros de 6 a 10 anos de uso chegam a 7,1%, e os zero quilômetro têm média de 3,1%. Veículos avaliados entre R$ 31 mil e R$ 50 mil registram os seguros mais altos, 8,6%, frente a 3,0% nos modelos acima de R$ 150 mil. “Esses indicadores nos ajudam a compreender os múltiplos fatores que impactam o preço do seguro, para além da localização. Com essa inteligência, podemos trabalhar com corretores para desenhar ofertas mais eficazes, realistas e acessíveis”, concluiu Zanatto.