Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Brasil consolida avanço social e segue fora do mapa da fome da ONU
Brasil
Brasil consolida avanço social e segue fora do mapa da fome da ONU
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Estado
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Rio de Janeiro
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
Baixada Fluminense
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
Maricá
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
Política
PF recomenda demissão de Eduardo Bolsonaro por abandono de cargo
Rio anuncia pacote de R$ 1,5 bilhão para combater enchentes até 2028
Rio de Janeiro
Rio anuncia pacote de R$ 1,5 bilhão para combater enchentes até 2028
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

MAR celebra 112 anos de Vinicius de Moraes com exposição inédita

Mostra reúne manuscritos, fotos e obras raras do poeta, músico e diplomata.

Siga-nos no

O Rio de Janeiro celebra um de seus filhos mais ilustres. O Museu de Arte do Rio (MAR) abre neste mês uma exposição em homenagem aos 112 anos de nascimento de Vinicius de Moraes, poeta, diplomata e compositor que fez da cidade o cenário de sua obra e de sua vida.

A mostra, uma das mais abrangentes já dedicadas ao artista, reúne mais de 300 itens, entre manuscritos, fotografias, vídeos, livros e obras de arte, oferecendo um mergulho na trajetória do autor de “Soneto de Fidelidade”.

Entre os destaques está o Retrato de Vinicius, pintado por Cândido Portinari, exibido pela primeira vez no Rio, além de um espaço dedicado à Arca de Noé, com as ilustrações originais de Elifas Andreato, que encantam gerações desde a década de 1970.

Do menino poeta ao diplomata

Nascido em 19 de outubro de 1913, na Gávea, Vinicius cresceu cercado de música e poesia. Ainda adolescente, compôs “Loira ou Morena” com os irmãos Tapajós e, em 1933, publicou seu primeiro livro, O Caminho para a Distância, que despertou a admiração de Manuel Bandeira e Mário de Andrade.

Mesmo formado em Direito, seguiu o chamado da arte. Diplomata entre 1946 e 1968, foi afastado durante o regime militar, o que marcou uma virada em sua carreira. A partir daí, mergulhou de vez na música e se tornou um dos nomes mais populares da canção brasileira.

Parcerias e legado

Com Tom Jobim, criou a Bossa Nova e eternizou o Rio dos anos dourados. Com Toquinho, compôs mais de cem canções e realizou cerca de mil apresentações. Segundo o Ecad, Vinicius assinou 709 composições e tem 527 gravações registradas.

Sua obra atravessa temas como amor, infância, fé e boemia, reunindo lirismo e ironia. Entre seus livros mais importantes estão Forma e Exegese (1935), Poemas, Sonetos e Baladas (1946), Livro de Sonetos (1957) e A Arca de Noé (1970).

No teatro, Orfeu da Conceição (1954) transportou o mito grego para o morro carioca e inspirou o filme Orfeu Negro, vencedor da Palma de Ouro em Cannes (1959).

Um poeta plural

Para o escritor Ruy Castro, Vinicius foi “um ser plural”, capaz de unir poesia, música e filosofia. O biógrafo José Castello o definiu como “o poeta da paixão”, e Carlos Drummond de Andrade sintetizou:
“Ele tem o fôlego dos românticos, a espiritualidade dos simbolistas, a perícia dos parnasianos e o cinismo dos modernos.”

Vinicius de Moraes morreu em 9 de julho de 1980, aos 66 anos, vítima de edema pulmonar. Sua poesia, porém, segue viva — como o Rio que tanto amou e eternizou em versos.