Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Incêndio atinge loja no subsolo do Mercadão de Madureira
Sem categoria
Incêndio atinge loja no subsolo do Mercadão de Madureira
Benedita da Silva debate representação negra em encontro com influenciadores no Rio
Política
Benedita da Silva debate representação negra em encontro com influenciadores no Rio
Chuva forte e ventos intensos devem atingir o Rio neste sábado
Rio de Janeiro
Chuva forte e ventos intensos devem atingir o Rio neste sábado
ONU aprova resolução para incentivar nova representação do mapa-múndi
Mundo
ONU aprova resolução para incentivar nova representação do mapa-múndi
Ator de “Quem Ama Cuida” é alvo de ataques durante percurso para o Rock in Rio
Famosos
Ator de “Quem Ama Cuida” é alvo de ataques durante percurso para o Rock in Rio
PF prende jovem com 5,5 quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão
Mais Quentes
PF prende jovem com 5,5 quilos de cocaína no Aeroporto do Galeão
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado no Rio
Brasil
Carlos Alberto Parreira recebe alta após quase três meses internado no Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Moradores denunciam massacre enquanto Castro chama operação mais letal do RJ de “sucesso”

População relata medo e mortes em massa; Cláudio Castro afirma que apenas policiais são vítimas

Siga-nos no

Reprodução

O Rio de Janeiro amanheceu em luto após a operação de segurança mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos no Complexo da Penha e do Alemão. Moradores relatam um dia de terror, com disparos intensos, casas invadidas e corpos sendo deixados em praças. “Foi uma catástrofe, uma tragédia. Pegaram pedreiros dentro de casa. Estou aqui com as mães gritando por socorro”, disse Ilaci de Oliveira Luiz, moradora há 68 anos da Penha.

Entre os relatos, há denúncias de execuções e brutalidade policial. “A maioria dos corpos foi amarrada, esfaqueada. Eles foram executados”, afirmou Ramildo Belizério, da Federação das Associações de Favelas. Outras mães contaram que os filhos se renderam e ainda assim foram mortos. “Meu filho se entregou, arrancaram as algemas com faca. Foi um massacre”, disse Elieci Santana, que encontrou o corpo do filho na mata.

Apesar das denúncias, o governador Cláudio Castro (PL) classificou a operação como um “sucesso” e afirmou que “só os quatro policiais mortos são vítimas”. Em entrevista coletiva, o chefe do Executivo estadual declarou que “quem critica deve somar no combate à criminalidade ou sumir”. Para Castro, o fato de os confrontos terem ocorrido em áreas de mata seria indício de que as vítimas eram criminosos.

As declarações do governador geraram indignação entre familiares e defensores de direitos humanos. “Não estamos vendo nada novo, apenas a extensão do massacre”, afirmou Antônio Carlos Costa, presidente da ONG Rio de Paz. Enquanto o governo comemora, moradores ainda contam corpos e buscam desaparecidos nas encostas das comunidades, sob o medo e o silêncio que seguem após o dia mais violento da segurança pública do Rio.