Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Lula sanciona ampliação da licença-paternidade
Brasil
Lula sanciona ampliação da licença-paternidade
Moradores do interior e da Baixada já podem sacar FGTS por Calamidade
Estado
Moradores do interior e da Baixada já podem sacar FGTS por Calamidade
Colégio Pedro II suspende aulas após morte trágica de aluno de 9 anos
Rio de Janeiro
Colégio Pedro II suspende aulas após morte trágica de aluno de 9 anos
MC Poze do Rodo foi mantido refém em assalto dentro de mansão no Recreio
Mais Quentes
MC Poze do Rodo foi mantido refém em assalto dentro de mansão no Recreio
Governador interino, Ricardo Couto começa a reconfigurar equipe
Política
Governador interino, Ricardo Couto começa a reconfigurar equipe
Polícia desarticula rede de exploração infantil que usava tecnologia P2P para ocultar crimes
Estado
Polícia desarticula rede de exploração infantil que usava tecnologia P2P para ocultar crimes
Prefeitura demole castelo de areia de 30 anos na Praia do Pepê
Rio de Janeiro
Prefeitura demole castelo de areia de 30 anos na Praia do Pepê

Defensoria do Rio pede ao STF para elaborar laudos paralelos sobre mortos em megaoperação

Órgão considerou que há risco de perícia oficial não ser ‘imparcial’

Siga-nos no

Reprodução

A Defensoria Pública do Rio de Janeiro pediu autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para elaborar laudos paralelos nos corpos dos 121 mortos na megaoperação realizada no Rio de Janeiro, depois da perícia oficial ser concluída. A solicitação foi apresentada após o órgão ser impedido de acessar a sala de perícia e necropsia do Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio.

O pedido será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, que é o relator provisório da ação conhecida como ADPF das Favelas, na qual o STF determinou regras para operações policiais no Rio de Janeiro.

Na solicitação enviada nesta quinta-feira ao STF, a Defensoria afirma que a operação descumpriu regras impostas pela Corte, como a presença obrigatória de ambulâncias e a preservação do local para a realização de perícia, e afirma que isso causa “receio concreto quanto à imparcialidade e consequente fiabilidade das perícias realizadas nos corpos das vítimas”.

A Defensoria pede que a decisão seja tomada de forma urgente, antes que os corpos sejam enterrados.

Moraes assumiu a relatoria da ADPF de forma provisória, para análise de questões urgentes, após a aposentadoria do antigo relator, ministro Luís Roberto Barroso. Na quarta-feira, ele determinou que o governo estadual apresente informações sobre a operação.

Segundo a Defensoria, a presença de defensores públicos durante as necropsias é considerada fundamental para garantir transparência e fiscalização dos procedimentos. Nesta quinta-feira, a entrada dos agentes foi autorizada apenas até o pátio e outras áreas do prédio, sem permissão para acompanhar os exames.

O órgão informou que instalou uma van no pátio do IML para oferecer apoio jurídico e psicológico às famílias das vítimas, que aguardam a liberação dos corpos.

Acesso ao IML

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro  denunciou que alguns de seus membros teriam sido impedidos de acessar a sala de perícia e necropsia do Instituto Médico-Legal.

Em nota, a Polícia Civil informou que o acesso ao IML “está limitado aos policiais civis e membros do Ministério Público. A Polícia Civil está cumprindo todas as regras estabelecidas pela ADPF 635. O trabalho é desenvolvido por peritos oficiais da Polícia Civil, e acompanhada por peritos independentes do Ministério Público. Esta é uma rotina técnica e o ambiente é controlado. Todas as informações constarão nos autos do processo e ficarão disponíveis para todas as partes envolvidas”.