Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Show de Shakira impulsiona movimento na Rodoviária do Rio no feriadão de maio
Rio de Janeiro
Show de Shakira impulsiona movimento na Rodoviária do Rio no feriadão de maio
Governo do RJ propõe limite para cargos comissionados após série de exonerações
Estado
Governo do RJ propõe limite para cargos comissionados após série de exonerações
União do Parque Acari anuncia novos carnavalescos para o desfile de 2027
Carnaval
União do Parque Acari anuncia novos carnavalescos para o desfile de 2027
Turista se fere após salto imprudente na Pedra do Telégrafo e é resgatado por helicóptero
Rio de Janeiro
Turista se fere após salto imprudente na Pedra do Telégrafo e é resgatado por helicóptero
Quintino terá esquema especial de trânsito para festa de São Jorge
Rio de Janeiro
Quintino terá esquema especial de trânsito para festa de São Jorge
Moraes esclarece que regras do Coaf não têm efeito retroativo
Brasil
Moraes esclarece que regras do Coaf não têm efeito retroativo
Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe festival gastronômico internacional no feriadão
Rio de Janeiro
Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe festival gastronômico internacional no feriadão

Alerj reconhece casamentos da Umbanda e do Candomblé no Estado do Rio

Texto aprovado pela Alerj assegura legitimidade religiosa, social e cultural aos matrimônios da Umbanda e do Candomblé

Siga-nos no

Os casamentos realizados conforme os ritos da Umbanda e do Candomblé agora poderão ser oficialmente reconhecidos no Estado do Rio de Janeiro. A medida foi aprovada em discussão única pela Assembleia Legislativa nesta quinta-feira (6), com base em proposta do deputado Átila Nunes (PSD).

O texto assegura legitimidade religiosa, social e cultural a esses matrimônios, sem gerar efeitos civis automáticos — que dependerão de registro posterior conforme a legislação federal. A iniciativa tem como objetivo valorizar as tradições religiosas de matriz africana e combater a intolerância. Segundo o projeto, o reconhecimento dos casamentos representa uma forma de garantir a liberdade religiosa, a dignidade da pessoa humana e a proteção à diversidade cultural.

Para que o rito tenha validade civil, a celebração deverá ser declarada por uma autoridade religiosa da Umbanda ou do Candomblé. O documento precisa conter dados dos noivos, informações sobre o local e a cerimônia, além das assinaturas da autoridade religiosa e de duas testemunhas. Essa declaração poderá ser levada ao Cartório de Registro Civil com os documentos exigidos pela legislação federal.

Os cartórios ficam proibidos de recusar, por discriminação, o recebimento de documentos relativos a essas cerimônias, sob pena de responsabilização. Casos de descumprimento serão apurados pela Corregedoria-Geral de Justiça ou pelo próprio Poder Judiciário.

A norma reconhece como autoridades religiosas os sacerdotes, sacerdotisas, babalorixás, ialorixás, pais e mães de santo, chefes de terreiro e outras lideranças espirituais respeitadas pelas comunidades, conforme os critérios internos de cada tradição. O texto também autoriza que os Poderes Executivo e Judiciário promovam campanhas educativas sobre diversidade religiosa e capacitem agentes públicos e notariais.

Para o deputado Átila Nunes, a medida representa um avanço no combate ao preconceito e à discriminação. “A Umbanda e o Candomblé são tradições espirituais de origem africana que sofreram histórica marginalização e criminalização. O reconhecimento tem especial relevância no atual contexto de combate à intolerância religiosa e ao racismo estrutural”, afirmou.