Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
PRF apreende mais de meia tonelada de maconha na BR-116 e prende três suspeitos em Magé
Baixada Fluminense
PRF apreende mais de meia tonelada de maconha na BR-116 e prende três suspeitos em Magé
Receita Atende inicia atendimento digital ao cidadão
Brasil
Receita Atende inicia atendimento digital ao cidadão
Casos de violência contra crianças sobem 125% em 5 anos
Brasil
Casos de violência contra crianças sobem 125% em 5 anos
Linha Vila Isabel–Leblon volta a circular e consórcio será multado por atraso
Rio de Janeiro
Linha Vila Isabel–Leblon volta a circular e consórcio será multado por atraso
Defesa de Jairinho pede anulação da quebra de sigilo de celular apreendido em presídio
Geral
Defesa de Jairinho pede anulação da quebra de sigilo de celular apreendido em presídio
Alcione é a estrela do 8º Festival de Inverno de Guapimirim
Baixada Fluminense
Alcione é a estrela do 8º Festival de Inverno de Guapimirim
Anvisa alerta para golpe em vendas de canetas emagrecedoras na web
Saúde
Anvisa alerta para golpe em vendas de canetas emagrecedoras na web
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Câmara do Rio discute Tarifa Zero com isenção total em quatro anos

Proposta prevê redução progressiva das passagens e criação da Taxa Carioca de Mobilidade

Siga-nos no

Os vereadores da Câmara do Rio começaram a discutir nesta semana o projeto de lei que institui a Tarifa Zero nos transportes públicos da capital. De autoria da vereadora Monica Benício (PSOL), a proposta foi protocolada na última terça-feira (4) e prevê a implementação gradual da gratuidade, com redução progressiva da passagem até a isenção total no prazo de quatro anos.

Segundo o texto, o financiamento viria da reformulação do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável (FMMUS), com destaque para a criação da Taxa Carioca de Mobilidade — contribuição a ser paga por empresas com sede ou filial no Rio que possuam mais de dez funcionários. Essa taxa substituiria o atual vale-transporte: em vez de pagar o benefício aos empregados, as empresas fariam o repasse diretamente ao fundo municipal.

O FMMUS também seria abastecido por receitas do Rio Rotativo, parte da cota municipal do IPVA, multas da Secretaria de Transportes (SMTR) e verbas de publicidade em veículos e terminais. Para Monica Benício, a mudança permite “corrigir distorções” no sistema, que deixaria de ser remunerado pela quantidade de passageiros e passaria a refletir o custo real da operação.

“A base de cálculo atual infla os custos e incentiva a superlotação. Os preços sobem e o serviço não melhora. Em 2015, 1,3 bilhão de pessoas usavam o transporte público no Rio; em 2024, esse número caiu para 673 milhões — praticamente a metade”, destacou a vereadora.

O projeto também estabelece metas ambientais: reduzir 40% das emissões de CO₂ até 2030 e zerar até 2040, com frota 100% elétrica. A gestão do sistema deixaria de ser feita por empresas privadas e passaria para a Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC-Rio). A proposta ainda precisa ser votada em dois turnos no plenário antes de seguir para sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD).

O modelo de financiamento foi discutido previamente com o sindicato Rio Ônibus, que considerou o formato um “ganha-ganha” — a prefeitura teria mais controle, e as empresas, previsibilidade. O custeio via fundo de mobilidade substituiria o vale-transporte, ideia já apresentada por Gouveia em reuniões com a vereadora.

Inspirado em propostas de cidades como Belo Horizonte e em projetos federais como o da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), o texto busca consolidar o transporte como direito universal. Atualmente, mais de 120 municípios brasileiros adotam o passe livre, incluindo Maricá (RJ), pioneira no modelo, e Balneário Camboriú (SC).