Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Pé-de-meia reduz abandono escolar em 43%
Brasil
Pé-de-meia reduz abandono escolar em 43%
Rio não vai aderir ao subsídio do ICMS do diesel importado proposto pelo Governo Federal
Economia
Rio não vai aderir ao subsídio do ICMS do diesel importado proposto pelo Governo Federal
Niterói sai na frente e inicia venda de spray de defesa pessoal para mulheres em farmácias
Estado
Niterói sai na frente e inicia venda de spray de defesa pessoal para mulheres em farmácias
Alerj aprova repasse de R$30 milhões para atingidos pelas chuvas
Rio de Janeiro
Alerj aprova repasse de R$30 milhões para atingidos pelas chuvas
Conselho de Segurança da ONU vota uso de força em Ormuz
Mundo
Conselho de Segurança da ONU vota uso de força em Ormuz
Polícia prende homem por descumprir medida protetiva
Rio de Janeiro
Polícia prende homem por descumprir medida protetiva
Crescimento do emprego no Brasil entre 2023 e 2025 foi puxado por trabalhadores de baixa renda
Brasil
Crescimento do emprego no Brasil entre 2023 e 2025 foi puxado por trabalhadores de baixa renda

Câmara do Rio discute Tarifa Zero com isenção total em quatro anos

Proposta prevê redução progressiva das passagens e criação da Taxa Carioca de Mobilidade

Siga-nos no

Os vereadores da Câmara do Rio começaram a discutir nesta semana o projeto de lei que institui a Tarifa Zero nos transportes públicos da capital. De autoria da vereadora Monica Benício (PSOL), a proposta foi protocolada na última terça-feira (4) e prevê a implementação gradual da gratuidade, com redução progressiva da passagem até a isenção total no prazo de quatro anos.

Segundo o texto, o financiamento viria da reformulação do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana Sustentável (FMMUS), com destaque para a criação da Taxa Carioca de Mobilidade — contribuição a ser paga por empresas com sede ou filial no Rio que possuam mais de dez funcionários. Essa taxa substituiria o atual vale-transporte: em vez de pagar o benefício aos empregados, as empresas fariam o repasse diretamente ao fundo municipal.

O FMMUS também seria abastecido por receitas do Rio Rotativo, parte da cota municipal do IPVA, multas da Secretaria de Transportes (SMTR) e verbas de publicidade em veículos e terminais. Para Monica Benício, a mudança permite “corrigir distorções” no sistema, que deixaria de ser remunerado pela quantidade de passageiros e passaria a refletir o custo real da operação.

“A base de cálculo atual infla os custos e incentiva a superlotação. Os preços sobem e o serviço não melhora. Em 2015, 1,3 bilhão de pessoas usavam o transporte público no Rio; em 2024, esse número caiu para 673 milhões — praticamente a metade”, destacou a vereadora.

O projeto também estabelece metas ambientais: reduzir 40% das emissões de CO₂ até 2030 e zerar até 2040, com frota 100% elétrica. A gestão do sistema deixaria de ser feita por empresas privadas e passaria para a Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC-Rio). A proposta ainda precisa ser votada em dois turnos no plenário antes de seguir para sanção do prefeito Eduardo Paes (PSD).

O modelo de financiamento foi discutido previamente com o sindicato Rio Ônibus, que considerou o formato um “ganha-ganha” — a prefeitura teria mais controle, e as empresas, previsibilidade. O custeio via fundo de mobilidade substituiria o vale-transporte, ideia já apresentada por Gouveia em reuniões com a vereadora.

Inspirado em propostas de cidades como Belo Horizonte e em projetos federais como o da deputada Luiza Erundina (PSOL-SP), o texto busca consolidar o transporte como direito universal. Atualmente, mais de 120 municípios brasileiros adotam o passe livre, incluindo Maricá (RJ), pioneira no modelo, e Balneário Camboriú (SC).