Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Acidente entre duas carretas causa lentidão na BR-101, em São Gonçalo
São Gonçalo
Acidente entre duas carretas causa lentidão na BR-101, em São Gonçalo
Brasil e EUA intensificam negociações para evitar tarifas comerciais
Brasil
Brasil e EUA intensificam negociações para evitar tarifas comerciais
Rio alcança menor taxa de abandono escolar da história da rede municipal
Rio de Janeiro
Rio alcança menor taxa de abandono escolar da história da rede municipal
Maioria dos pré-candidatos ainda busca nome para vice a menos de três meses da eleição
Política
Maioria dos pré-candidatos ainda busca nome para vice a menos de três meses da eleição
Fies abre inscrições para quase 45 mil vagas de financiamento estudantil no segundo semestre
Brasil
Fies abre inscrições para quase 45 mil vagas de financiamento estudantil no segundo semestre
Eduardo Paes recebe honraria em cerimônia na Câmara Municipal
Política
Eduardo Paes recebe honraria em cerimônia na Câmara Municipal
Faetec abre inscrições para 15 mil vagas em cursos gratuitos a distância
Estado
Faetec abre inscrições para 15 mil vagas em cursos gratuitos a distância
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Após críticas da PF e Receita Federal, relator ajusta relatório de Projeto Antifacção

Foi revertido o ponto mais controverso da proposta original, que limitava a atuação do órgão.

Siga-nos no

Reprodução

O relator do PL Antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), alterou o papel da Polícia Federal no combate ao crime organizado em seu parecer sobre o projeto.

Após ouvir “diversas sugestões de parlamentares, magistrados, membros do Ministério Público, advogados e agentes de segurança”, decidiu-se incorporar mudanças ao texto.

A principal alteração redefine o papel da PF nas investigações, revertendo o ponto mais controverso da proposta original, que limitava a atuação do órgão.

Nesta segunda-feira (10/11), Derrite se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, para achar uma forma de estruturar” um novo texto que não tire poderes da Polícia Federal.

“Após a apresentação do primeiro parecer, recebi diversas sugestões de parlamentares, magistrados, membros do Ministério Público, advogados e agentes de segurança, que conhecem as dificuldades e os problemas reais da segurança pública. Escutei-as atenciosamente, em nome da relevância da pauta, que é suprapartidária, e do processo democrático, que sempre defendi, razão pela qual disso, incorporo ao substitutivo as seguintes alterações”, disse Derrite.

No novo texto, Derrite propõe “garantir que a Polícia Federal participe das investigações de organizações criminosas, paramilitares ou milícias civis”.

A versão original do parecer de Derrite causou forte reação do governo e de especialistas. O texto previa que a PF só pudesse atuar em investigações de facções se fosse acionada, ou provocada, pelo governador do estado.

Em nota divulgada mais cedo nesta segunda-feira, a PF disse que acompanha com preocupação as alterações feitas pelo relator. Segundo a PF, a proposta original do governo buscava endurecer o combate ao crime organizado, mas o texto apresentado por Derrite “compromete o interesse público” ao promover mudanças que podem enfraquecer o papel histórico da corporação em investigações de grande alcance.

Pela nova redação, a PF atuará “em caráter cooperativo com a polícia estadual respectiva, sempre que os fatos investigados envolverem matérias de sua competência constitucional ou legal”. Segundo o relator, a mudança “promove a integração cooperativa interinstitucional que se espera em crimes desta complexidade”.

Manifestação da Receita Federal

A Receita Federal também divulgou uma nota em que classifica como “inaceitável” as alterações feitas no Projeto de Lei Antifacção.

Segundo o órgão, as mudanças propostas podem abrir espaço para interferência política e enfraquecer a atuação do governo federal no combate às organizações criminosas.

De acordo com a nota, a Receita “depende da atuação independente da Polícia Federal” para avançar nas ações que buscam desmantelar o financiamento do crime organizado.