Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
EUA já gastam mais de R$ 100 bilhões em mísseis em dois meses de guerra contra o Irã
Mundo
EUA já gastam mais de R$ 100 bilhões em mísseis em dois meses de guerra contra o Irã
Maracanã vai receber pela primeira vez jogo oficial da NFL com Cowboys x Ravens
Esportes
Maracanã vai receber pela primeira vez jogo oficial da NFL com Cowboys x Ravens
Seeduc abre inscrições para contratação de professores temporários no RJ
Estado
Seeduc abre inscrições para contratação de professores temporários no RJ
Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no Rio
Política
Paraná Pesquisas aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no Rio
Conta de luz terá cobrança extra em maio com ativação da bandeira amarela, diz Aneel
Destaque
Conta de luz terá cobrança extra em maio com ativação da bandeira amarela, diz Aneel
Vídeo: Balão cai no mar em Copacabana e provoca correria na praia
Rio de Janeiro
Vídeo: Balão cai no mar em Copacabana e provoca correria na praia
Palestinos votam em eleição municipal inédita em meio à conflitos
Mundo
Palestinos votam em eleição municipal inédita em meio à conflitos

Iphan vai deliberar sobre tombamento da antiga sede do DOPS no Rio

Prédio que simboliza repressão da ditadura pode virar bem tombado e integrar políticas de memória

Siga-nos no

Reprodução

O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural do Iphan se reúne nesta quarta-feira (26) para decidir sobre o tombamento definitivo do edifício que abrigou o Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), na Rua da Relação, no centro do Rio. O local teve papel central na repressão, vigilância e tortura de opositores durante a ditadura militar.

A proposta sustenta que o imóvel tem relevante valor histórico e artístico, pedindo sua inscrição nos Livros do Tombo Histórico e das Belas Artes. Com isso, o prédio passaria a integrar oficialmente o conjunto de bens protegidos pelo Iphan, reforçando políticas de preservação da memória e de fortalecimento da democracia.

Inaugurado em 1910 como sede da Repartição Central de Polícia, o prédio abrigou diferentes polícias políticas ao longo do século. Entre 1962 e 1975, funcionou ali o DOPS-RJ, que atuava no monitoramento, investigação e repressão de movimentos sociais, sindicatos, estudantes, artistas e quaisquer grupos considerados ameaças ao regime.

As instalações — incluindo celas e salas de interrogatório com revestimento acústico — ainda preservam marcas e inscrições de presos políticos. A repressão atingiu diversos segmentos da sociedade, como mulheres, negros e praticantes de religiões de matriz africana, que tiveram objetos de culto apreendidos.

Atualmente, movimentos de direitos humanos e o Ministério Público Federal defendem que o prédio seja transformado em um Centro de Memória e Direitos Humanos. A proposta busca transformar o espaço em referência para educação, justiça e enfrentamento ao autoritarismo, garantindo que as violações do período não sejam esquecidas.