Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Justiça italiana analisa extradição da ex-deputada Carla Zambelli
Política
Justiça italiana analisa extradição da ex-deputada Carla Zambelli
Mais de 8 mil pessoas morreram em ações policiais no Rio desde 2019
Estado
Mais de 8 mil pessoas morreram em ações policiais no Rio desde 2019
TST determina manter 80% dos ônibus em circulação no Rio
Destaque
TST determina manter 80% dos ônibus em circulação no Rio
Michelle Bolsonaro deixa a presidência do PL Mulher após crise interna
Política
Michelle Bolsonaro deixa a presidência do PL Mulher após crise interna
Seguros no RJ: zona norte tem custo quase 100% maior que a Zona Sul
Rio de Janeiro
Seguros no RJ: zona norte tem custo quase 100% maior que a Zona Sul
Policia Federal deflagra 2ª Fase da Operação Forja no Complexo da Maré
Rio de Janeiro
Policia Federal deflagra 2ª Fase da Operação Forja no Complexo da Maré
Greve na UERJ será decidida nesta quarta após aprovação de adicional na Alerj
Estado
Greve na UERJ será decidida nesta quarta após aprovação de adicional na Alerj
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Megaoperação mira Refit e apura rombo bilionário no setor de combustíveis

Força-tarefa apura fraudes fiscais, importações irregulares e possível atuação de facções no mercado de combustíveis.

Siga-nos no

A megaoperação deflagrada nesta quinta-feira (27) pelos órgãos de fiscalização colocou o Grupo Refit, de Ricardo Magro, no centro de uma investigação que mira um possível esquema bilionário de sonegação de ICMS, fraudes estruturadas e irregularidades no mercado de combustíveis. De acordo com autoridades estaduais e federais, o conglomerado é suspeito de operar um modelo de evasão tributária que teria provocado prejuízos massivos aos cofres públicos de São Paulo, Rio de Janeiro e da União.

A ação é resultado de meses de apurações conduzidas pela Polícia Federal, Ministérios Públicos e secretarias estaduais de Fazenda, que identificaram um conjunto de práticas recorrentes: importação de combustíveis praticamente prontos sem o devido processo de refino, manipulação de notas fiscais, triangulação de produtos entre empresas ligadas ao grupo e indícios de atuação em rede com outras distribuidoras.

Investigações anteriores da ANP já haviam levantado dúvidas sobre a atividade refinadora da Refit, levando a sucessivas interdições em Manguinhos. Para os técnicos, havia sinais de que a empresa realizava operações incompatíveis com o regime de uma refinaria, o que levantou suspeita de que a estrutura estivesse sendo usada para movimentações que burlavam a tributação sobre combustíveis — um dos setores mais sensíveis da cadeia econômica.

Nos bastidores da investigação, um ponto adicional chamou atenção: documentos de operações anteriores, como a Carbono Oculto, indicaram que empresas da cadeia de combustíveis envolvidas com facções criminosas mantinham fluxos comerciais que tangenciavam a Refit. Não houve, naquele momento, busca na refinaria, mas o nome de Magro apareceu em relatórios oficiais, o que reforçou a necessidade de aprofundar a apuração.

O detalhamento técnico do Ministério Público aponta que o esquema investigado atuaria em três frentes:
• redução artificial de impostos;
• circulação de combustíveis fora das regras de origem e qualidade;
• uso de empresas laranjas ou de fachada para camuflar operações volumosas.

As equipes afirmam que esse modelo fraudulento, se confirmado, afeta diretamente a concorrência, reduz arrecadação e distorce preços em toda a cadeia de distribuição — um impacto que, segundo os investigadores, chega ao consumidor final.

Com a operação desta quinta, os órgãos envolvidos buscam recuperar documentos, registros contábeis, dados fiscais, movimentações bancárias e evidências que permitam confirmar ou descartar a atuação de uma organização estruturada para driblar o sistema tributário. O caso ainda está em andamento, e novas fases da investigação não estão descartadas.