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Incêndio em Hong Kong deixa 146 mortos e expõe falhas graves em complexo residencial

Número de vítimas segue em atualização enquanto equipes vasculham torres danificadas

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Reprodução

O incêndio que atingiu o complexo residencial Wang Fuk Court, em Tai Po, elevou para 146 o número de mortos, segundo atualização da polícia de Hong Kong feita neste domingo. As equipes continuam a localizar corpos nos prédios afetados, muitos deles encontrados nos telhados, para onde moradores tentaram fugir quando as chamas avançaram rapidamente. A possibilidade de novas vítimas ainda não foi descartada pelas autoridades.

O fogo começou na tarde de quarta-feira e, segundo as primeiras hipóteses, pode ter sido impulsionado por materiais instalados para a reforma do conjunto. Redes de proteção, painéis de espuma e andaimes de bambu teriam acelerado a propagação das chamas entre as torres. Em poucos minutos, parte significativa das estruturas foi tomada pelo incêndio, deixando moradores encurralados.

O Wang Fuk Court, inaugurado em 1983, é formado por oito blocos e mais de 2.000 unidades habitacionais. As obras de reforma estavam em curso quando o incêndio teve início, o que dificultou o acesso dos bombeiros a áreas bloqueadas por destroços e materiais. A alta densidade de moradores também contribuiu para a gravidade da tragédia, que se tornou a mais letal da história recente da região.

Diante da dimensão do desastre, o governo de Hong Kong anunciou a criação de um fundo de auxílio às vítimas, que já soma mais de US$ 38 milhões em doações. Desde sexta-feira, voluntários têm se mobilizado para enviar mantimentos, mas o volume de doações superou a capacidade de armazenamento, levando autoridades a limitar a coleta temporariamente. A medida busca organizar melhor o suporte às famílias que perderam tudo.

O incêndio supera em mais de três vezes a pior tragédia registrada anteriormente em Hong Kong, em 1996, quando 41 pessoas morreram. Com o novo recorde negativo, cresce a pressão para que o governo revise normas de segurança e fiscalize reformas em prédios antigos, especialmente em áreas densamente povoadas. A expectativa é de que os próximos dias tragam novas respostas — e possivelmente, mais confirmações de vítimas.