Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Rio de Janeiro
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
Brasil
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Política
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Estado
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Rio de Janeiro
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
Baixada Fluminense
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
Maricá
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Terceiro Comando Puro se consolida como terceira maior força do crime no Brasil

Facção com símbolos pentecostais avança para nove estados, incluindo Ceará, e intensifica conflitos com o Comando Vermelho

Siga-nos no

Foto: Reprodução

O Terceiro Comando Puro (TCP), facção criminosa conhecida por incorporar símbolos e discursos ligados ao pentecostalismo, vem se expandindo pelo Brasil e se consolidando como a terceira maior força do crime organizado, atrás apenas do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC), aponta relatório da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

O grupo ganhou notoriedade no Rio de Janeiro a partir de 2020, quando passou a dominar cinco comunidades da zona norte, batizadas de Complexo de Israel, marcado por uma estrela de Davi no território controlado. Apesar de operações policiais, como a derrubada da simbologia religiosa e de imóveis ligados ao líder local Álvaro Malaquias Santa Rosa, o “Peixão”, a facção segue atuante, com trajetória do chefe ainda envolta em mistério.

Segundo a Abin, o TCP já atua em nove estados, incluindo Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Bahia, Amapá, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. No Ceará, grafites com a estrela de Davi e frases como “Jesus é dono do lugar” foram observados em Fortaleza e cidades da região metropolitana, enquanto denúncias indicam intimidação contra terreiros de umbanda em Maracanaú. A Polícia Civil cearense investiga o caso, que resultou na prisão de 37 integrantes desde setembro.

O avanço da facção no estado ocorreu após aliança com o GDE (Guardiões do Estado), facilitando a ocupação de novos territórios. Pesquisadores apontam que o fortalecimento do TCP se apoia em três fatores: menor confronto com a polícia, parceria estratégica com o PCC, que garante acesso a redes internacionais de tráfico, e aproximação de milicianos, replicando práticas de extorsão.

Criado em 2002 após uma cisão do Comando Vermelho, o TCP mantém conflitos ativos com o CV, especialmente no Rio. A expansão para o Nordeste aumenta o risco de confrontos violentos, já observados em cidades como Maracanaú e Maranguape, onde tiroteios resultaram no fechamento de escolas e no esvaziamento de vilarejos.

O uso explícito de simbologia pentecostal e retórica religiosa fortalece a identidade do grupo, em um fenômeno que estudiosos chamam de “narcopentecostalismo”. Murais e grafites ligados a religiões afro-brasileiras foram substituídos por mensagens cristãs, consolidando o poder territorial e ideológico dentro das comunidades. No sistema prisional cearense, 43% dos detentos se identificam como evangélicos, cenário que contribui para a adesão a discursos religiosos e facilita o recrutamento da facção em meio a desigualdade social e desemprego.