Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Saúde
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Mundo
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Destaque
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Rio de Janeiro
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Rio de Janeiro
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Brasil
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
Mundo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Censo mostra realidade da dificuldade de acesso em vias de favelas

Quase 20% dos moradores vivem em ruas onde só é possível entrar a pé, de moto ou bicicleta

Siga-nos no

Reprodução

Dados do Censo 2022 divulgados pelo IBGE mostram que 19% dos moradores de favelas — cerca de 3,1 milhões de pessoas — vivem em vias onde só é possível circular a pé, de moto ou de bicicleta. Fora desses territórios, o índice é de apenas 1,4%. Para técnicos do instituto, a limitação estrutural afeta diretamente a chegada de serviços essenciais, como coleta de lixo e atendimento por ambulâncias.

Os números revelam ainda que 62% dos moradores de favelas estão em vias acessíveis a veículos de grande porte, enquanto nas demais áreas esse percentual chega a 93%. O IBGE destaca que a restrição traz impacto significativo para emergências e deslocamento de pessoas com mobilidade reduzida. No país, 12.348 favelas reuniam mais de 16 milhões de moradores em 2022.

A infraestrutura viária também mostra desigualdades. Apenas 54% dos moradores de favelas vivem em ruas com calçada ou passeio, ante 89% fora delas. Menos de 1% reside em vias com sinalização para bicicleta, e só 5% contam com ponto de ônibus ou van próximo ao domicílio. Para os pesquisadores, obstáculos nas calçadas e ausência de acessibilidade agravam dificuldades cotidianas.

O levantamento ainda inclui dados sobre pavimentação, arborização, iluminação e drenagem. Em vias pavimentadas, 78,3% dos moradores de favelas estão contemplados, contra 91,8% fora dessas regiões. A presença de árvores alcança apenas 35,4% nesses territórios, e menos da metade das vias conta com bueiros ou bocas de lobo, o que compromete o escoamento de águas.

Segundo o IBGE, divulgar informações específicas sobre favelas e comunidades urbanas amplia a compreensão das desigualdades territoriais. Para o instituto, os dados reforçam desafios históricos relacionados à mobilidade, segurança, saneamento e autonomia urbana, elementos essenciais para a formulação de políticas públicas mais efetivas.

Outros resultados

 78,3% dos moradores de favelas viviam em vias pavimentadas; fora delas, o índice é 91,8%.
 Apenas 35,4% viviam em vias arborizadas; fora das favelas, 69%.
 3,8% viviam em trechos com calçadas sem obstáculos; fora, 22,4%.
 Mais de 95% moravam em vias sem rampa para cadeirantes; fora, 81%.
 45,4% viviam em vias com bueiros; 54,6% não tinham o equipamento.
 91,1% tinham iluminação pública; fora, 98,5%.
 Só 5,2% tinham ponto de ônibus ou van próximo; fora, 12,1%.