A Hapvida iniciou um novo ciclo após finalizar a fase mais complexa da fusão com a NotreDame Intermédica. Segundo o CEO Jorge Pinheiro, a companhia atravessou ajustes estruturais necessários e agora colhe resultados de reorganização, eficiência e robustez financeira. Com caixa de R$ 9,8 bilhões, a expectativa é de maior tração operacional ao longo de 2026.
Com a integração concluída, a empresa passa a acessar sinergias antes indisponíveis enquanto as operações funcionavam separadas. Pinheiro define o momento como um divisor de águas que abre espaço para uma operação mais previsível. A reestruturação da governança também avançou, reduzindo vice-presidências e tornando a tomada de decisão mais ágil.
Os investimentos realizados nos últimos anos começam a amadurecer. Em 2025, cerca de R$ 900 milhões foram destinados à expansão e infraestrutura, resultando na abertura de mais de mil leitos em regiões de alta demanda. Segundo o CEO, o impacto temporário nas margens não se repetirá em 2026, permitindo uma recuperação gradual da rentabilidade.
Pinheiro também destacou que a empresa não deve entrar em guerras de preços, especialmente no Sudeste, por considerá-las insustentáveis. A aposta está na tecnologia como diferencial assistencial. Hoje, a companhia conta com cerca de 200 iniciativas de IA, telemedicina com 700 mil atendimentos mensais e processos digitais que elevam eficiência e qualidade.
O reconhecimento nacional reforça essa evolução. A Hapvida foi vencedora do Prêmio Reclame Aqui 2025 nas categorias “plano de saúde” e “profissional de atendimento”, refletindo melhorias na experiência do cliente. Com quase 16 milhões de beneficiários, a nota de satisfação subiu de 7,0 para 7,7 ao longo do ano, consolidando a empresa para um novo ciclo.






