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CNH terá exame toxicológico para categorias A e B a partir de 2026

Medida amplia exigência que já vale para caminhões e ônibus

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A partir do próximo ano, candidatos à primeira habilitação para carros e motos, nas categorias A e B, terão de apresentar exame toxicológico com resultado negativo. A exigência já existe desde 2016 para motoristas das categorias C, D e E, que conduzem caminhões, ônibus e carretas, e agora será ampliada para novos condutores.

Levantamento do Ministério dos Transportes mostra que, apenas em 2025, cerca de 97 mil candidatos às categorias profissionais foram reprovados no exame toxicológico. Em aproximadamente 67 mil casos, o equivalente a 70% do total, a substância identificada foi a cocaína ou seus metabólitos.

A benzoilecgonina, principal indicador do consumo de cocaína no organismo, foi a substância mais detectada, com quase 46 mil registros. Também apareceram o cocaetileno, formado pela combinação de cocaína e álcool, e a norcocaína, outro metabólito da droga.

Além das substâncias ligadas à cocaína, os exames também apontaram a presença de opiáceos e anfetaminas. Os opiáceos, detectados em 19.275 testes, incluem substâncias como codeína, morfina e heroína. Já as anfetaminas, identificadas em 10.415 exames, são comuns em drogas conhecidas como rebite, nobésio e “bolinha”.

Especialistas alertam que essas substâncias afetam diretamente a capacidade de condução. Estimulantes, como a cocaína e as anfetaminas, podem dar falsa sensação de alerta e rendimento, enquanto opiáceos tendem a reduzir reflexos e percepção de distância, aumentando o risco de acidentes.

A obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas profissionais, implementada em 2016 pela chamada Lei do Caminhoneiro, trouxe reflexos positivos. Estudos apontam queda significativa na detecção de drogas e redução de acidentes envolvendo caminhões e ônibus nos anos seguintes à mudança na legislação.

Especialistas em segurança viária defendem que a ampliação do exame para novos condutores pode contribuir para um trânsito mais seguro, mas destacam a necessidade de reforçar a fiscalização e investir também em medidas preventivas para reduzir o uso de drogas ao volante.