O ministro Alexandre de Moraes, do STF, deu cinco dias para a PGR se posicionar sobre o laudo da Polícia Federal que aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica usando uma “fonte de calor”.
O documento pericial, enviado ao Supremo na quarta-feira (17), integra o conjunto de provas que fundamentaram a decretação da prisão preventiva do ex-mandatário em novembro, sendo a tentativa de abertura da tornozeleira um dos motivos citados por Moraes. A perícia da PF confirmou “danos significativos” no equipamento, compatíveis com o uso de calor direcionado para forçar a abertura do aparelho. A conclusão foi baseada em análises técnicas, incluindo microscopia e testes comparativos, que identificaram alterações estruturais não compatíveis com desgaste natural.
Apesar da violação constatada, o sistema de monitoramento não falhou. A central de controle foi alertada imediatamente após a interferência no equipamento, indicando que os sensores operaram corretamente. Um segundo laudo está em andamento para analisar se houve danos no circuito eletrônico interno e qual sensor foi ativado durante o aquecimento.
A manifestação da PGR será crucial, pois pode influenciar o futuro do processo, incluindo possíveis questionamentos da defesa ou a manutenção das medidas cautelares impostas a Bolsonaro.






