Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
França confina passageiros em cruzeiro após suspeita de gastroenterite
Mundo
França confina passageiros em cruzeiro após suspeita de gastroenterite
Novas linhas ampliam integração entre Nova Iguaçu e o BRT no Trevo das Margaridas
Nova Iguaçu
Novas linhas ampliam integração entre Nova Iguaçu e o BRT no Trevo das Margaridas
EUA afirma pode oferecer ajuda financeira a Cuba
Mundo
EUA afirma pode oferecer ajuda financeira a Cuba
Vaticano ameaça de excomunhão grupo católico dissidente
Mundo
Vaticano ameaça de excomunhão grupo católico dissidente
Dias Toffoli assume vaga efetiva no TSE após saída antecipada de Cármen Lúcia
Política
Dias Toffoli assume vaga efetiva no TSE após saída antecipada de Cármen Lúcia
Rio deve aderir ao Propag e reduzir repasses da dívida à União em até 70%
Estado
Rio deve aderir ao Propag e reduzir repasses da dívida à União em até 70%
Governo anuncia subsídio para conter alta da gasolina e do diesel após disparada do petróleo
Economia
Governo anuncia subsídio para conter alta da gasolina e do diesel após disparada do petróleo
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Cidades do RJ lideram perdas de participação no PIB nacional, aponta IBGE

Maricá, Niterói e Saquarema estão entre as maiores quedas do país

Siga-nos no

Municípios do estado do Rio de Janeiro concentraram algumas das maiores perdas de participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional entre 2022 e 2023. Os dados fazem parte da pesquisa PIB dos Municípios 2022-2023, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que analisou o desempenho econômico de 5.570 cidades brasileiras.

Entre todos os municípios do país, Maricá registrou a maior queda relativa, com recuo de 0,3 ponto percentual na participação no PIB nacional. Na sequência aparecem Niterói e Saquarema, também no estado do Rio, ambas com perda de 0,2 ponto percentual. Campos dos Goytacazes integra o grupo de municípios com retração, registrando queda de 0,1 ponto percentual.

Segundo o IBGE, a principal explicação para o desempenho negativo está na forte dependência da indústria extrativa, especialmente da produção de petróleo e gás. Em 2023, a queda expressiva dos preços internacionais dessas commodities reduziu o valor gerado por cidades produtoras, afetando diretamente sua participação no PIB nacional.

Municípios do Norte Fluminense, como Campos dos Goytacazes e Macaé, têm economias fortemente ancoradas no setor de energia e são impactados pela dinâmica da produção nas bacias de Campos e de Santos. Embora o volume produzido pela indústria extrativa tenha crescido 9,2% em 2023, a queda de 22,7% nos preços resultou em perda de participação no Valor Adicionado Bruto nacional.

O desempenho dos municípios fluminenses também contribuiu para frear a tendência de desconcentração econômica observada nos últimos anos. De acordo com o IBGE, a participação dos municípios que não são capitais no PIB do país caiu de 72,5% em 2022 para 71,7% em 2023, afetando especialmente cidades médias e regiões do interior.

Além da indústria extrativa, o instituto aponta que parte das perdas ocorreu em municípios com retração da indústria de transformação e em localidades com forte presença do setor de serviços, que cresceram abaixo da média nacional no período analisado.

Na contramão desse movimento, a cidade do Rio de Janeiro ampliou sua participação no PIB nacional, com avanço de 0,05 ponto percentual entre 2022 e 2023. Segundo o IBGE, o resultado foi impulsionado principalmente pela recuperação do setor de serviços, especialmente atividades empresariais, financeiras, turísticas e ligadas à economia urbana.

Para o IBGE, os dados reforçam um desafio estrutural do estado do Rio de Janeiro: a elevada concentração de riqueza em poucos setores e territórios. O cenário evidencia a necessidade de diversificação produtiva como estratégia para reduzir a vulnerabilidade às oscilações do mercado internacional e promover um crescimento econômico mais equilibrado no estado.