Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Saúde
Casos de doenças respiratórias aumentam no Estado do Rio de Janeiro
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Mundo
Terremoto no estado de Guerrero gera alerta a poucos dias da Copa do Mundo
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Destaque
Governo prorroga inscrições do Enem 2026; prazo vai até 12 de junho
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Rio de Janeiro
Humorista Ed Gama é assaltado na Zona Sul do Rio e faz alerta nas redes
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Rio de Janeiro
Águas do Rio realiza manutenção programada no Rio Comprido neste domingo
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Brasil
Brasil envelhece rápido e pode enfrentar crise no cuidado aos idosos, alerta estudo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
Mundo
Vaticano confirma encontro do Papa Leão XIV com vítimas de abusos na Espanha
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Governo do Rio apresenta ao STF plano de retomada de áreas dominadas pelo crime

Comunidades da Grande Jacarepaguá serão as primeiras a receber ações integradas de segurança e políticas públicas

Siga-nos no

reprodução

O Governo do Estado do Rio de Janeiro encaminhou nesta segunda-feira (22) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o plano de reocupação de territórios controlados por facções criminosas, em atendimento às determinações da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. A proposta prevê que as primeiras ações ocorram na Zona Sudoeste da capital, com foco nas comunidades de Rio das Pedras, Muzema e Gardênia Azul, na região da Grande Jacarepaguá.

O documento integra o conjunto de medidas exigidas pelo STF para reduzir a letalidade policial, ampliar a transparência das operações e estabelecer a presença permanente do poder público em áreas dominadas pelo crime organizado.

“O termo reocupação não se refere apenas ao retorno da polícia, mas à volta do Estado – no sentido amplo, unindo os poderes estadual, municipal e federal. O foco é a permanência e a transformação da realidade local por meio da integração entre segurança e serviços sociais, conforme as diretrizes do STF e os anseios da população fluminense”, ressaltou o governador Cláudio Castro.

A Grande Jacarepaguá, que concentra mais de 1,2 milhão de moradores, foi classificada pelas forças de segurança como uma área de baixa complexidade operacional. O diagnóstico estadual divide os territórios sob controle criminoso em três níveis de risco: alto, médio e baixo. As comunidades da Zona Sudoeste estão incluídas no nível considerado mais viável para o início da ocupação permanente, apesar da disputa entre milícias e facções do tráfico.

Segundo o relatório, Rio das Pedras é dominada por milicianos em associação com o Terceiro Comando Puro, enquanto Muzema e Gardênia Azul estão sob influência do Comando Vermelho. A Cidade de Deus, também localizada na região, foi mapeada, mas ficará fora da primeira fase. A estratégia do governo é avançar gradualmente, a partir das áreas consideradas mais favoráveis à consolidação da presença do Estado.

O plano enviado ao STF está estruturado em cinco eixos: segurança pública e justiça, desenvolvimento social, urbanismo e infraestrutura, desenvolvimento econômico e governança. A proposta busca evitar ações pontuais, apostando em um modelo integrado que combine forças de segurança, serviços públicos e participação da população local, com acompanhamento contínuo dos resultados.

Entre as medidas previstas estão a implantação de bases integradas de segurança com funcionamento 24 horas, mutirões de cidadania e saúde, obras de infraestrutura, incentivos ao empreendedorismo local e a criação de mecanismos de governança com participação da União, do Estado, dos municípios e da sociedade civil.

A proposta ainda será discutida com a Prefeitura do Rio e com o governo federal e depende da validação de um grupo de trabalho instituído pelo STF. Somente após esse aval o plano poderá ser colocado em prática.

De acordo com especialistas, a retomada de territórios só terá impacto duradouro se for acompanhada de serviços públicos permanentes. A avaliação é de que segurança pública vai além da ação policial e depende da presença contínua do Estado por meio de políticas sociais, infraestrutura urbana e desenvolvimento econômico.