A Polícia Federal cumpre, neste sábado (27/12), dez mandados de prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica contra condenados por envolvimento na trama golpista. A ação alcança réus dos núcleos 2, 3 e 4 da investigação, entre eles Filipe Martins, ex-assessor internacional do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo a PF, os mandados estão sendo executados no Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia, Tocantins e no Distrito Federal, com apoio do Exército Brasileiro.
Além da prisão domiciliar, a Justiça determinou medidas cautelares, como a proibição do uso de redes sociais, de contato com outros investigados, a entrega de passaportes, a suspensão de registros de porte de arma de fogo e a restrição de visitas.
A decisão foi tomada pouco mais de dez dias após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal responsabilizar Filipe Martins por integrar o chamado “núcleo 2” da tentativa de golpe investigada pela Procuradoria-Geral da República. A defesa do ex-assessor classificou a medida como excessiva e informou que irá recorrer.
A operação ocorre um dia depois da prisão do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, detido no Paraguai ao tentar fugir com documentos falsos. De acordo com o Ministério Público, ambos faziam parte do grupo que coordenou ações para manter Bolsonaro no poder após o término do mandato.
Conforme a PGR, os investigados atuaram na mobilização de forças policiais, no monitoramento de autoridades, na articulação com apoiadores envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e na elaboração da chamada “minuta do golpe”, que previa a adoção de medidas de exceção no país.






