Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Show de Shakira impulsiona movimento na Rodoviária do Rio no feriadão de maio
Rio de Janeiro
Show de Shakira impulsiona movimento na Rodoviária do Rio no feriadão de maio
Governo do RJ propõe limite para cargos comissionados após série de exonerações
Estado
Governo do RJ propõe limite para cargos comissionados após série de exonerações
União do Parque Acari anuncia novos carnavalescos para o desfile de 2027
Carnaval
União do Parque Acari anuncia novos carnavalescos para o desfile de 2027
Turista se fere após salto imprudente na Pedra do Telégrafo e é resgatado por helicóptero
Rio de Janeiro
Turista se fere após salto imprudente na Pedra do Telégrafo e é resgatado por helicóptero
Quintino terá esquema especial de trânsito para festa de São Jorge
Rio de Janeiro
Quintino terá esquema especial de trânsito para festa de São Jorge
Moraes esclarece que regras do Coaf não têm efeito retroativo
Brasil
Moraes esclarece que regras do Coaf não têm efeito retroativo
Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe festival gastronômico internacional no feriadão
Rio de Janeiro
Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe festival gastronômico internacional no feriadão

Eduardo Bolsonaro contesta ordem da PF e diz não poder retornar ao Brasil

Ex-deputado afirma que vai recorrer da decisão que determina retorno imediato ao cargo de escrivão

Siga-nos no

Reprodução

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) se pronunciou nesta sexta-feira (2) sobre a decisão da Polícia Federal que determinou seu retorno ao cargo de escrivão, do qual estava licenciado para exercer o mandato parlamentar. Desde fevereiro, ele está nos Estados Unidos e afirma não ter condições de voltar ao Brasil neste momento.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo disse que não pretende abrir mão do cargo na corporação sem contestação. Segundo ele, a decisão será enfrentada administrativamente e judicialmente.

— Vou lutar pelo cargo. Fui uma pessoa que batalhou para ser aprovada nesse concurso — declarou.

Determinação da Polícia Federal

O ato administrativo foi assinado pelo diretor de gestão de pessoas substituto da PF, Licinio Nunes de Moraes Netto, no dia 31 de dezembro, e publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. O documento determina o “retorno imediato” de Eduardo ao exercício do cargo, para fins de regularização funcional.

A publicação estabelece que o retorno se dará de forma declaratória à Delegacia da Polícia Federal em Angra dos Reis (DPF/ARS/RJ), atualmente chefiada pelo delegado Clayton Lúcio Santos de Souza.

O texto também alerta que a ausência injustificada pode resultar na adoção de medidas administrativas e disciplinares cabíveis.

Processos e histórico de atritos

Ao longo de 2025, Eduardo Bolsonaro foi alvo de processos administrativos disciplinares dentro da Polícia Federal. As apurações tiveram como base ataques públicos à corporação e ameaças direcionadas a delegados federais.

Em setembro do mesmo ano, a PF instaurou um novo processo disciplinar para investigar a atuação do ex-parlamentar nos Estados Unidos, relacionada à articulação de sanções internacionais contra autoridades brasileiras. A representação foi apresentada pelo então deputado Guilherme Boulos (PSOL).

Além disso, declarações feitas em lives e redes sociais, nas quais Eduardo criticou e intimidou policiais federais, ampliaram o desgaste com a instituição.

Mandato cassado pela Câmara

O mandato de Eduardo Bolsonaro foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados no dia 18 de dezembro, sem votação em plenário. A decisão foi baseada no artigo 55 da Constituição, que prevê a perda automática do mandato em caso de faltas reiteradas às sessões legislativas.

Segundo o ato administrativo, o então deputado deixou de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas da Casa ao longo da legislatura. Desde fevereiro de 2025, ele permanece nos Estados Unidos.

Ação no STF e defesa

Eduardo também é réu no Supremo Tribunal Federal pelo crime de coação no curso do processo. De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, sua permanência nos EUA teria como objetivo pressionar e intimidar o STF, às vésperas do julgamento que condenou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

Como não apresentou resposta formal à acusação, a Defensoria Pública da União assumiu sua defesa. A DPU sustenta que as declarações do ex-parlamentar sobre sanções internacionais estariam protegidas pela imunidade parlamentar, por terem sido feitas no exercício do mandato.

Novos desdobramentos na PF

Após ataques recentes à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que as declarações foram encaminhadas à Diretoria de Inteligência para providências legais.

Segundo a corporação, os novos episódios foram incorporados às investigações já em andamento e podem resultar em sanções administrativas adicionais contra o ex-deputado.

A decisão da PF sobre o retorno ao cargo de escrivão abre mais um capítulo no embate entre Eduardo Bolsonaro e as instituições brasileiras, com possíveis reflexos administrativos e judiciais nos próximos meses.