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Apagão prolongado gera prejuízo milionário para comércio de Copacabana e do Leme

Falta de energia por mais de 40 horas afetou bares, restaurantes e serviços em plena alta temporada

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A interrupção no fornecimento de energia elétrica que começou por volta das 17h de sábado em trechos de Copacabana e do Leme provocou prejuízos expressivos ao comércio local. Em algumas vias, a luz só começou a ser restabelecida de forma gradual na manhã desta segunda-feira, após mais de 60 horas de instabilidade, deixando restaurantes, salões de beleza, borracharias e lojas sem condições básicas de funcionamento em plena alta temporada. A falta de energia por três dias afetou ao menos 15 casas do polo gastronômico da região, com perda de faturamento e descarte de insumos. Segundo estimativa do Polo Gastronômico local, as perdas somam cerca de R$ 1,35 milhão.

De acordo com Thiago Moura, presidente do Polo Gastronômico da Zona Sul, cada estabelecimento deixou de faturar, em média, R$ 20 mil por dia, além de registrar cerca de R$ 10 mil em perdas de insumos — principalmente alimentos armazenados em câmaras frigoríficas que descongelaram durante o apagão. Ao longo de três dias, o impacto financeiro se multiplicou, atingindo diretamente o funcionamento das casas e a renda de funcionários.

Diante da gravidade da situação, a subsecretária de Gastronomia do Estado do Rio de Janeiro foi acionada por empresários da região. O subsecretário recebeu relatos de comerciantes sobre os prejuízos causados pela interrupção prolongada do serviço, que afetou não apenas o atendimento ao público, mas também o abastecimento e a segurança sanitária dos alimentos.

Entre as entidades que procuraram o governo estadual estão o Polo Gastronômico de Copacabana, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e o Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio. Segundo os representantes, o apagão expôs a vulnerabilidade dos pequenos e médios estabelecimentos, que, ao contrário de grandes hotéis, não contam com geradores próprios para manter a operação em casos de emergência.

Além da queda no faturamento, os empresários destacam que o prejuízo se estende à perda de mercadorias, cancelamento de reservas e afastamento de clientes, especialmente turistas, em um dos principais polos gastronômicos e turísticos da cidade.