Chegaram ao sexto dia as buscas pelo adolescente de 14 anos que desapareceu no mar de Copacabana, na Zona Sul do Rio, na manhã da véspera de Ano Novo, na última quarta-feira (31). O jovem, morador de Campinas (SP), foi visto pela última vez na altura do Posto 2.
Segundo a família, o jovem estava na parte rasa da praia quando teria sido arrastado por uma onda. No dia do desaparecimento, havia alerta de ressaca, com previsão de ondas acima de 2,5 metros no litoral da capital fluminense.
As buscas seguem sem interrupção e contam com a atuação de 22 bombeiros, além do uso de aeronaves, motos aquáticas, equipes de mergulho, embarcações infláveis e drones. Segundo o Corpo de Bombeiros, a área de varredura é contínua e leva em conta a deriva das correntes marítimas.
O jovem viajou de Campinas para passar o Réveillon no Rio de Janeiro com familiares. Desde o desaparecimento, os parentes recebem suporte da equipe de apoio psicossocial do CBMERJ e da Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio.
Mobilização política
No fim de semana, o prefeito de Campinas, Dário Saadi (Republicanos), publicou uma nota de solidariedade à família do jovem e afirmou que acompanha o caso. Segundo ele, há contato direto com o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), para solicitar reforço nas buscas.
A Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio informou que acompanha o caso e presta atendimento e suporte à família do adolescente.
Alerta de ressaca
No dia do desaparecimento, além do alerta emitido pelo Corpo de Bombeiros, a Marinha do Brasil também havia divulgado aviso de ressaca marítima, válido entre a tarde do dia 31 e a manhã de 1º de janeiro. Durante o período, o mar apresentou condições consideradas perigosas para banhistas, o que levou as autoridades a reforçarem as orientações para evitar o banho de mar.
O desaparecimento do adolescente ocorreu ainda em um dos períodos mais críticos para o salvamento marítimo no Rio. Entre o dia 31 de dezembro e o dia 1º de janeiro, os bombeiros realizaram mais de 1.100 resgates apenas na orla carioca. O alto índice foi atribuído à forte ressaca que atingiu as praias durante a virada de ano, dificultando a segurança até mesmo em áreas rasas.
As buscas continuam até que o adolescente seja localizado.






