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CFM abre sindicância para apurar possível falta de assistência médica a Bolsonaro

Conselho afirma que relatos sobre intercorrências clínicas causam preocupação e cobra monitoramento contínuo

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) se manifestou, nesta quarta-feira (7), sobre “denúncias protocoladas que expressam inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A entidade afirma que relatos sobre intercorrências clínicas causam “extrema preocupação à sociedade brasileira”. O CFM ainda determinou a instauração de sindicância para apurar a situação envolvendo o ex-mandatário no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).

“Os relatos de crises agudas de características diversas, episódio de trauma decorrente de queda, o histórico clínico de alta complexidade, sucessivas intervenções cirúrgicas abdominais, soluços intratáveis, e outras comorbidades em paciente idoso, demandam um protocolo de monitoramento contínuo e imediato, em que deve ser assegurada assistência médica com múltiplas especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e emergência”, declara o CFM em nota.

Sem citar o Supremo Tribunal Federal (STF), o conselho ainda afirmou que a autonomia do médico assistente “deve ser soberana” na determinação da conduta terapêutica, “não podendo sofrer influência de qualquer natureza, por possuir presunção de verdade”. Na madrugada de terça-feira (6), Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre prisão após ser condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento na trama golpista.

Após autorização do ministro do STF Alexandre de Moraes, o ex-presidente foi encaminhado, nesta quarta-feira, ao Hospital DF Star para a realização de exames médicos. O CFM é presidido desde 2022 pelo ginecologista e obstetra José Hiran da Silva Gallo, que já demonstrou por diversas vezes apoio público a Jair Bolsonaro.