Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Trump afirma que estaria disposta a negociar com o Irã
Mundo
Trump afirma que estaria disposta a negociar com o Irã
Páscoa Solidária: Hemorio promove campanha de arrecadação de chocolate
Rio de Janeiro
Páscoa Solidária: Hemorio promove campanha de arrecadação de chocolate
Mais de R$10 bilhões estão disponíveis para resgate
Brasil
Mais de R$10 bilhões estão disponíveis para resgate
Estação Net Rio prepara programação especial para o Oscar
Rio de Janeiro
Estação Net Rio prepara programação especial para o Oscar
Flamengo vai enviar medalha de campeão carioca para Filipe Luís
Esportes
Flamengo vai enviar medalha de campeão carioca para Filipe Luís
Patinetes elétricos no Rio passam a ter integração com o Jaé
Rio de Janeiro
Patinetes elétricos no Rio passam a ter integração com o Jaé
Polícia tenta identificar narcoterroristas ligados ao Comando Vermelho no Chapadão
Estado
Polícia tenta identificar narcoterroristas ligados ao Comando Vermelho no Chapadão

Prefeitura do Rio reconhece Dia de Iemanjá do Arpoador como patrimônio cultural

Lei sancionada destaca a relevância histórica e religiosa da celebração realizada todo 2 de fevereiro

Siga-nos no

Reprodução

Há menos de um mês antes das celebrações voltadas à Orixá considerada a mãe das cabeças, a Prefeitura do Rio sancionou nesta quarta-feira (7) a lei que reconhece o Dia de Iemanjá do Arpoador como patrimônio cultural imaterial carioca. A festa, celebrada no dia 2 de fevereiro, quando ocorrem as homenagens à Iabá, reúne anualmente casas de Axé e milhares de pessoas nas areias da praia da Zona Sul com oferendas para a Rainha do Mar.

De autoria dos vereadores Átila Nunes (PSD) e Flavio Valle (PSD), a medida determina que o Poder Executivo faça o registro oficial do evento em livro próprio, além de adotar medidas para a salvaguarda e valorização da festividade.

O reconhecimento abrange práticas rituais, cortejos com oferendas, cânticos e manifestações artísticas ligadas ao culto à Iemanjá. A norma também autoriza a prefeitura a firmar parcerias com instituições culturais e religiosas para preservar a tradição.

Na justificativa, os autores apontam que o texto busca fortalecer políticas públicas de patrimônio que refletem a pluralidade religiosa e cultural carioca, garantindo maior proteção institucional. O vereador Átila Nunes afirmou que o reconhecimento consolida um direito cultural dos povos de terreiro.

“O culto a Iemanjá é parte do patrimônio espiritual do povo brasileiro, especialmente no Rio, onde a cerimônia no Arpoador se tornou símbolo da convivência harmônica entre religiões, da liberdade de culto e do uso democrático do espaço público. Trata-se de um passo fundamental na valorização das expressões culturais afro-brasileiras e na construção de uma política pública de patrimônio que reflita a pluralidade da sociedade carioca”, declarou o edil.

Impacto cultural

A festividade que ocorre anualmente no Arpoador tem se consolidado como uma das mais expressivas comemorações afro-brasileiras do Rio. Durante o evento, devotos e casas de Axé realizam cortejo com presentes entregues ao mar, giras abertas e apresentações de afoxé, jongo, samba de roda e outras expressões populares.

Somente no ano passado, segundo a organização, mais de 20 mil pessoas participaram das homenagens. A programação incluiu ainda um festival de cantores e atividades culturais ao longo de todo o dia.