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Prefeitura do Rio reconhece Dia de Iemanjá do Arpoador como patrimônio cultural

Lei sancionada destaca a relevância histórica e religiosa da celebração realizada todo 2 de fevereiro

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Reprodução

Há menos de um mês antes das celebrações voltadas à Orixá considerada a mãe das cabeças, a Prefeitura do Rio sancionou nesta quarta-feira (7) a lei que reconhece o Dia de Iemanjá do Arpoador como patrimônio cultural imaterial carioca. A festa, celebrada no dia 2 de fevereiro, quando ocorrem as homenagens à Iabá, reúne anualmente casas de Axé e milhares de pessoas nas areias da praia da Zona Sul com oferendas para a Rainha do Mar.

De autoria dos vereadores Átila Nunes (PSD) e Flavio Valle (PSD), a medida determina que o Poder Executivo faça o registro oficial do evento em livro próprio, além de adotar medidas para a salvaguarda e valorização da festividade.

O reconhecimento abrange práticas rituais, cortejos com oferendas, cânticos e manifestações artísticas ligadas ao culto à Iemanjá. A norma também autoriza a prefeitura a firmar parcerias com instituições culturais e religiosas para preservar a tradição.

Na justificativa, os autores apontam que o texto busca fortalecer políticas públicas de patrimônio que refletem a pluralidade religiosa e cultural carioca, garantindo maior proteção institucional. O vereador Átila Nunes afirmou que o reconhecimento consolida um direito cultural dos povos de terreiro.

“O culto a Iemanjá é parte do patrimônio espiritual do povo brasileiro, especialmente no Rio, onde a cerimônia no Arpoador se tornou símbolo da convivência harmônica entre religiões, da liberdade de culto e do uso democrático do espaço público. Trata-se de um passo fundamental na valorização das expressões culturais afro-brasileiras e na construção de uma política pública de patrimônio que reflita a pluralidade da sociedade carioca”, declarou o edil.

Impacto cultural

A festividade que ocorre anualmente no Arpoador tem se consolidado como uma das mais expressivas comemorações afro-brasileiras do Rio. Durante o evento, devotos e casas de Axé realizam cortejo com presentes entregues ao mar, giras abertas e apresentações de afoxé, jongo, samba de roda e outras expressões populares.

Somente no ano passado, segundo a organização, mais de 20 mil pessoas participaram das homenagens. A programação incluiu ainda um festival de cantores e atividades culturais ao longo de todo o dia.