Após o incêndio da última sexta-feira, o Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, segue sem previsão de reabertura. O estabelecimento ainda aguarda a conclusão das perícias e a liberação do Corpo de Bombeiros para definir os prazos de retomada das atividades. No entanto, algumas mudanças já estão previstas. As 14 lojas destruídas pelo fogo devem permanecer interditadas ou ser realocadas para outros espaços, caso haja disponibilidade. O centro comercial também prevê o reforço da equipe de brigadistas para orientar os visitantes após a reabertura.
Segundo o Shopping Tijuca, laudos da Defesa Civil já autorizam uma reabertura parcial, mas o estabelecimento ainda aguarda a avaliação final do Corpo de Bombeiros. Até o momento, o shopping recebeu orientações para reinstalar equipamentos de combate a incêndio, adequar as sinalizações de emergência, verificar se os sistemas estão em plenas condições de uso e realizar os reparos necessários nas áreas atingidas.
Loja foi notificada por ‘potencial risco de incêndio’ em vistoria
O supervisor Anderson Aguiar do Prado e a brigadista Emellyn Silva Aguia, que morreram no incêndio no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, na última sexta-feira, foram os responsáveis por uma vistoria que identificou diversos riscos na loja Bell’Art, localizada no subsolo, onde o fogo começou, no dia 2. O relatório, elaborado seis dias antes do incêndio, apontava falhas que, segundo os profissionais, aumentavam o risco de ocorrência de fogo. O Globo teve acesso ao documento, que está com a Polícia Civil, responsável pela investigação do caso. Com fotos e descrições detalhadas, o relatório alertava para a presença de materiais combustíveis em áreas técnicas, detectores de incêndio inoperantes e produtos estocados acima da altura permitida dos bicos do sistema de sprinklers, utilizado no primeiro combate às chamas.






