Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Câmara do Rio avalia homenagem a major da FAB morto em queda de helicóptero em Guaratiba
Rio de Janeiro
Câmara do Rio avalia homenagem a major da FAB morto em queda de helicóptero em Guaratiba
WhatsApp testa perfis com duas fotos e amplia opções de personalização
Geral
WhatsApp testa perfis com duas fotos e amplia opções de personalização
Trump descarta uso da força sobre a Groenlândia, mas pressiona por negociação imediata
Mundo
Trump descarta uso da força sobre a Groenlândia, mas pressiona por negociação imediata
Anac quer limitar responsabilização de áreas em casos de atraso e cancelamento de voos
Destaque
Anac quer limitar responsabilização de áreas em casos de atraso e cancelamento de voos
Espetáculo infantil discute saúde mental e sustentabilidade na Zona Sul do Rio
Cultura
Espetáculo infantil discute saúde mental e sustentabilidade na Zona Sul do Rio
Maracanã lidera ranking de estádios mais “intimidadores” do Brasil em 2026, diz estudo
Esportes
Maracanã lidera ranking de estádios mais “intimidadores” do Brasil em 2026, diz estudo
Pesquisa aponta que Lula lidera em todos os cenários para as eleições 2026
Política
Pesquisa aponta que Lula lidera em todos os cenários para as eleições 2026

Anvisa aprova novo medicamento para Alzheimer no Brasil

Leqembi atua na redução das placas de proteína amiloide no cérebro

Siga-nos no

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou um novo medicamento para o tratamento da doença de Alzheimer no Brasil. O aval foi concedido ao lecanemabe, comercializado com o nome Leqembi, desenvolvido pelas farmacêuticas Biogen e Eisai. Ainda não há previsão de quando o remédio chegará ao mercado brasileiro.

O Leqembi foi autorizado para o tratamento de pacientes adultos com comprometimento cognitivo leve ou demência leve associada à doença de Alzheimer, ou seja, nos estágios iniciais do quadro. Para receber o medicamento, é necessário que o paciente tenha a presença das placas de proteína amiloide no cérebro confirmada por exames específicos.

Além disso, a indicação exclui pacientes portadores da mutação no gene APOE-e4, fator genético que aumenta tanto o risco de Alzheimer quanto a probabilidade de efeitos colaterais graves associados ao tratamento. A aprovação foi publicada no Diário Oficial da União no fim de dezembro.

O Leqembi integra uma nova geração de anticorpos monoclonais antiamiloide, assim como o donanemabe (Kisunla), aprovado no Brasil em abril do ano passado. Esses medicamentos são os primeiros a demonstrar capacidade de modificar, ainda que de forma modesta, a evolução da doença, reduzindo o ritmo da perda cognitiva.

Segundo o neurocientista Mychael Lourenço, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o avanço é relevante, embora não represente uma cura. “Não é a cura, mas proporciona um atraso da progressão do quadro clínico do paciente”, explica.

O medicamento age ligando-se às placas de proteína amiloide que se acumulam ao redor dos neurônios, promovendo sua eliminação. O tratamento é feito por infusão intravenosa a cada duas semanas, em ambiente hospitalar, com sessões que duram cerca de uma hora.

Nos estudos clínicos, realizados ao longo de 18 meses, o Leqembi apresentou uma redução de aproximadamente 27% no ritmo da perda cognitiva. Apesar do resultado, o tratamento enfrenta limitações como o alto custo e o risco de efeitos adversos, incluindo edemas e hemorragias cerebrais.

Ainda não há definição de preço no Brasil, que depende de avaliação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Nos Estados Unidos, o custo anual do tratamento gira em torno de 26,5 mil dólares. Especialistas avaliam que, pelo valor elevado e pelo perfil restrito de indicação, o medicamento não deve ser incorporado ao Sistema Único de Saúde neste momento.

Mesmo com as restrições, pesquisadores destacam que a aprovação representa um avanço importante após anos sem novas opções terapêuticas para o Alzheimer e reforça perspectivas positivas para o desenvolvimento de tratamentos mais eficazes no futuro.