Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Inep abre prazo para recursos de isenção da taxa do Enem 2026 até 19 de maio
Brasil
Inep abre prazo para recursos de isenção da taxa do Enem 2026 até 19 de maio
Iphan determina tombamento provisório de antigo centro de tortura da ditadura na Tijuca
Rio de Janeiro
Iphan determina tombamento provisório de antigo centro de tortura da ditadura na Tijuca
Justiça revoga prisão de MC Ryan SP e dono da Choquei após decisão do TRF-3
Famosos
Justiça revoga prisão de MC Ryan SP e dono da Choquei após decisão do TRF-3
Desmatamento na Mata Atlântica cai 28% e atinge menor índice da série histórica
Brasil
Desmatamento na Mata Atlântica cai 28% e atinge menor índice da série histórica
Ataque russo contra Kiev deixa dez mortos e 45 feridos
Mundo
Ataque russo contra Kiev deixa dez mortos e 45 feridos
Explosão no Jaguaré faz segunda vítima fatal em São Paulo
Brasil
Explosão no Jaguaré faz segunda vítima fatal em São Paulo
Bandidos invadem casa no Jardim Botânico e roubam 15 armas de empresário
Rio de Janeiro
Bandidos invadem casa no Jardim Botânico e roubam 15 armas de empresário
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Rio sanciona política estadual para impulsionar energia offshore no litoral

Lei define diretrizes para ordenamento marinho e apoio à transição energética renovável

Siga-nos no

Reprodução

O Estado do Rio passa a contar com a Política Estadual de Apoio à Transição Energética Offshore e ao Ordenamento Territorial Marinho. A medida está prevista na Lei nº 11.095/26, de autoria da deputada Tia Ju (Republicanos), aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi sancionada nesta quinta-feira (08).

A nova legislação tem como objetivo ampliar a participação do Estado na transição energética e no estímulo à produção de energia renovável, especialmente a eólica offshore, respeitando as competências da União sobre a exploração do mar territorial e das áreas marítimas.

A norma estabelece diretrizes para que o governo estadual atue de forma integrada ao planejamento nacional e aos instrumentos federais de ordenamento do espaço marinho.

Diretrizes e atuação do Estado

De acordo com o texto da lei, o governo do estado deverá atuar no ordenamento territorial da zona costeira em consonância com os planos de gerenciamento costeiro, o Plano Nacional de Energia, o Zoneamento Ecológico-Econômico e o Plano de Espaço Marinho, conforme previsto na legislação federal. A atuação estadual deverá ocorrer de maneira articulada com os órgãos da União responsáveis pela política energética e ambiental.

A norma também prevê que o Estado ofereça apoio técnico ao planejamento nacional de uso das áreas offshore para fins energéticos, contribua com dados, estudos e diagnósticos territoriais, socioeconômicos e ambientais e apoie a União em processos de licenciamento e fiscalização ambiental, mediante convênios. Além disso, a política estadual incentiva a formação de mão de obra e o fortalecimento de cadeias produtivas locais ligadas à transição energética offshore.

A legislação autoriza ainda o Poder Executivo a instituir um Cadastro Estadual de Acompanhamento de Projetos de Energia Offshore, de caráter não vinculante, com finalidade de transparência, planejamento territorial e consulta pública.

Também está prevista a possibilidade de firmar acordos e convênios com a União, municípios e instituições públicas ou privadas para cooperação técnica, troca de informações e ações conjuntas de monitoramento costeiro e ambiental.

Participação social e justificativa da proposta

A implementação da política deverá observar os princípios da publicidade e da participação social, com a realização de audiências e consultas públicas, especialmente nas regiões costeiras potencialmente impactadas.

O Estado também poderá incentivar a criação de fóruns regionais de diálogo sobre a transição energética e seus efeitos socioambientais, com o objetivo de ampliar a participação da sociedade civil nas decisões relacionadas ao ordenamento territorial.

Autora da proposta, a deputada Tia Ju afirmou que o Rio de Janeiro reúne condições estruturais relevantes para o desenvolvimento da indústria de energia eólica offshore, em razão da extensão de sua costa e da presença de infraestrutura ligada às atividades marítimas. Segundo ela, a iniciativa busca preencher uma lacuna diante da inexistência de uma lei federal específica sobre o tema.

“O Rio reúne toda a infraestrutura necessária para o pleno desenvolvimento do setor, já que dispõe de aeroportos, portos, estaleiros, empresas de petróleo e gás com expertise em exploração offshore, centros de pesquisa sofisticados e universidades”, afirmou a parlamentar.

Compromissos climáticos e articulação política

A deputada também destacou que a política estadual dialoga com compromissos internacionais assumidos na área ambiental, como os debatidos durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP30, realizada em novembro do ano passado, em Belém, no Pará. Segundo ela, a norma busca preparar o estado para os desafios relacionados à transição energética e ao incentivo à energia offshore.

A proposta foi apresentada em coautoria com os deputados Carlos Minc (PSB), Samuel Malafaia (PL), Fred Pacheco (PMN), Renan Jordy (PL), Dionisio Lins (PP), Luiz Paulo (PSD) e Célia Jordão (PL).