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União Europeia aprova acordo comercial com o Mercosul após 25 anos

Tratado ainda enfrenta resistência de agricultores europeus

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Os países da União Europeia aprovaram provisoriamente, nesta sexta-feira (9), o acordo comercial com o Mercosul, encerrando uma negociação que se arrasta há mais de 25 anos. A informação foi confirmada por diplomatas ouvidos pelas agências internacionais AFP e Reuters.

A formalização dos votos ainda depende do envio das confirmações por escrito pelos Estados-membros até o fim do dia em Bruxelas. Com essa etapa concluída, o aval político do bloco permitirá o avanço para a assinatura oficial do tratado.

Com a sinalização favorável, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo na próxima segunda-feira (12), durante agenda oficial no Paraguai. O tratado é apontado como potencial criador da maior área de livre comércio do mundo.

De forma geral, o acordo prevê a redução gradual ou eliminação de tarifas de importação e exportação, além da criação de regras comuns para comércio de produtos industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. Para o Brasil, maior economia do Mercosul, o pacto amplia o acesso a um mercado estimado em 451 milhões de consumidores e beneficia setores além do agronegócio, incluindo a indústria.

Apesar do avanço, o tratado segue enfrentando resistência dentro da União Europeia. Países como França, Irlanda, Hungria e Polônia se posicionaram contra o acordo, alegando riscos ao setor agrícola. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que os ganhos econômicos seriam limitados e que o acordo poderia prejudicar produtores locais.

A posição da Itália foi considerada decisiva para o avanço do texto. O país sinalizou apoio após a Comissão Europeia indicar a possibilidade de ampliar recursos destinados aos agricultores. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, classificou a proposta como um passo positivo, desde que as preocupações do setor agrícola sejam contempladas.