Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Assessor de Vini Jr. e Lucas Paquetá é baleado em tentativa de assalto no Rio
Rio de Janeiro
Assessor de Vini Jr. e Lucas Paquetá é baleado em tentativa de assalto no Rio
PF apreende R$ 400 mil em espécie com empresário em Campos dos Goytacazes
Noroeste Fluminense
PF apreende R$ 400 mil em espécie com empresário em Campos dos Goytacazes
Datafolha: Distância entre Lula e Flávio Bolsonaro encurta e indica empate técnico
Política
Datafolha: Distância entre Lula e Flávio Bolsonaro encurta e indica empate técnico
Procons lançam protocolo “Não é Não” em bares e casas noturnas
Brasil
Procons lançam protocolo “Não é Não” em bares e casas noturnas
Agora é lei: Concessionárias do Rio deverão ressarcir consumidores por falta de água e luz
Rio de Janeiro
Agora é lei: Concessionárias do Rio deverão ressarcir consumidores por falta de água e luz
RioLuz lança Projeto Crias da Luz para formar agentes de iluminação pública no Rio
Rio de Janeiro
RioLuz lança Projeto Crias da Luz para formar agentes de iluminação pública no Rio
Envolvidos na morte do advogado Rodrigo Crespo são condenados a 30 anos de prisão
Rio de Janeiro
Envolvidos na morte do advogado Rodrigo Crespo são condenados a 30 anos de prisão

Medidas da Lei Maria da Penha lideram plantão judicial no recesso do TJRJ

Quase metade dos processos analisados na Capital durante o recesso forense envolveu pedidos de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica

Siga-nos no

Reprodução

As medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha dominaram o plantão judiciário do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) durante o recesso forense, evidenciando a permanência e a gravidade da violência doméstica mesmo em períodos festivos. Quase metade de todos os processos analisados na Capital esteve relacionada à proteção imediata de mulheres em situação de risco

Levantamento do TJRJ aponta que, entre 18h de 19 de dezembro de 2025 e 11h de 6 de janeiro de 2026, foram distribuídos e despachados 4.027 processos no Plantão Judiciário da Capital. Desse total, 47% correspondiam a medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006).

Além dos pedidos de proteção a vítimas de violência doméstica, o plantão também analisou demandas que exigiam resposta imediata do Poder Judiciário, como autorizações de viagem para crianças e adolescentes, internações hospitalares, alvarás de sepultamento, busca e apreensão de menores, mandados de prisão, alvarás de soltura, habeas corpus e representações por prisões cautelares, entre outras.

No Interior do estado, que compreende regiões como Niterói, Rio Bonito, Duque de Caxias, Petrópolis, Itaguaí, Volta Redonda, Nova Friburgo, Itaocara e Campos dos Goytacazes, foram registrados 2.277 processos no mesmo período de recesso.

Cenário nacional e posição do Rio

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), atualizados até 30 de novembro de 2025, mostram a dimensão do tema em todo o país. Ao longo do ano, 872.810 ações de medidas protetivas deram entrada no Judiciário brasileiro. Desses pedidos, 571.031 (cerca de 90%) foram concedidos, e 63.930 tiveram a proteção prorrogada.

No Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foram contabilizadas 35.513 ações, colocando o estado na 8ª posição no ranking nacional. São Paulo lidera a lista, com 170.981 processos do mesmo tipo.

Outro dado relevante é a celeridade das decisões: segundo o CNJ, o tempo médio entre o ajuizamento da ação e a primeira concessão ou negativa da medida protetiva é de apenas quatro dias, reforçando o caráter emergencial e prioritário dessas demandas.