Imagens de câmeras de segurança divulgadas nesta sexta-feira (9) mostram o professor de dança Eduardo dos Santos Alves, de 29 anos, pouco antes de deixar um posto de combustíveis em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos. Segundo a Polícia Civil, os registros fortalecem a principal linha de investigação: a de que ele saiu da região por vontade própria e seguiu viagem em direção ao Rio de Janeiro, sem indícios de crime.
De acordo com a investigação, Eduardo foi flagrado pelas câmeras na manhã de segunda-feira (5), caminhando sozinho e sem sinais aparentes de coação ou violência. Ele aparece deixando o posto a pé após receber ajuda de uma frentista, que já havia relatado ter auxiliado o jovem momentos antes de sua partida.
Na ocasião, o professor estava descalço, sem documentos e sem telefone celular. À funcionária, ele contou que havia perdido os pertences após se encontrar com uma pessoa que, segundo disse, “não era de confiança”. A mulher afirmou ainda que Eduardo apresentava escoriações no braço e aparentava estar sujo.
Saque de dinheiro e orientação para rodoviária
Ainda no posto de combustíveis, Eduardo recebeu ajuda para sacar R$ 300, valor que teria sido utilizado para continuar a viagem. Ele foi orientado a seguir para a rodoviária de São Pedro da Aldeia, de onde, segundo a polícia, pode ter seguido para o Rio de Janeiro.
Histórico de afastamento da família
Paralelamente às apurações oficiais, amigos relataram que Eduardo já havia se afastado da família em outra ocasião, quando esteve em Minas Gerais. Segundo esses relatos, ele teria manifestado o desejo de não manter contato com familiares, o que também é considerado pelos investigadores.
Caso ganhou repercussão após encontro por aplicativo
Morador de Osasco, na Grande São Paulo, Eduardo estava em Cabo Frio, onde passou o Réveillon com amigos. Ele foi dado como desaparecido após sair para um encontro marcado por aplicativo de relacionamento na madrugada de domingo (4). Na manhã seguinte, foi visto no posto de combustíveis em São Pedro da Aldeia, onde pediu ajuda.
Diante do desaparecimento, amigos iniciaram buscas por hospitais, ruas, shoppings e refizeram diversas vezes o trajeto entre os locais por onde ele havia passado. As buscas chegaram a se estender ao Centro do Rio, mas sem sucesso.
Investigação e boletim de ocorrência
A ocorrência foi registrada inicialmente na Delegacia de Polícia do Leblon e depois encaminhada à Delegacia de Cabo Frio, responsável pelo acompanhamento do caso. Durante o registro, uma publicação feita por uma mulher desconhecida nas redes sociais indicava que Eduardo teria sido visto em um posto de combustíveis. Segundo uma amiga, a polícia chegou a anotar no boletim que ele havia sido encontrado, mas sem confirmação oficial à época.
A Polícia Civil segue analisando imagens de câmeras de segurança e apurando o trajeto feito pelo professor após deixar a Região dos Lagos.






