O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o secretário-executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Manoel Carlos de Almeida Neto, como ministro interino da pasta após a saída de Ricardo Lewandowski. A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na sexta-feira (09/01), um dia depois de Lewandowski entregar sua carta de demissão ao presidente.
No documento, Lewandowski informou que deixa o cargo por motivos de caráter pessoal e familiar. Ele afirmou ter exercido a função com “zelo e dignidade”. A demissão foi comunicada a Lula na quinta-feira (08/01), antes da participação do então ministro na cerimônia em memória dos atos golpistas de 8 de Janeiro.
Ricardo Lewandowski havia assumido o Ministério da Justiça em fevereiro de 2024, logo após se aposentar do Supremo Tribunal Federal, onde atuou por mais de uma década. À época, sua nomeação foi interpretada como um reforço institucional e jurídico no início do terceiro mandato do presidente.
Com a vacância oficializada, Manoel Carlos de Almeida Neto passa a comandar interinamente a pasta em meio a uma agenda sensível, que inclui o combate ao crime organizado, políticas penitenciárias e a articulação com governos estaduais. No Palácio do Planalto, a interinidade é tratada como uma solução provisória, enquanto Lula analisa o perfil mais adequado para ocupar o cargo de forma definitiva.
Nos bastidores, nomes com trânsito político e jurídico são citados como possíveis sucessores. Um dos cotados é Wellington César Lima e Silva, jurista com passagem anterior pelo Ministério da Justiça em 2016, durante o governo Dilma Rousseff, e atual secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Próximo ao presidente e ao ministro Rui Costa, Wellington César ocupa posição estratégica no Planalto.
Outro nome mencionado é o do ministro da Educação, Camilo Santana. Considerado um dos principais quadros do PT e figura de confiança de Lula, ele se reuniu com o presidente na quinta-feira (08). Embora o teor da conversa não tenha sido divulgado, o encontro intensificou as especulações sobre mudanças na Esplanada dos Ministérios.






