A partir de fevereiro, os consumidores de gás natural no Rio de Janeiro terão alívio no orçamento. A Naturgy anunciou que os preços do gás canalizado — usado em residências, comércios e indústrias — e do gás natural veicular (GNV) sofrerão redução que pode chegar a 12,5%, dependendo do segmento e da região do estado.
A queda nos valores decorre principalmente da redução no custo de aquisição do gás natural fornecido pela Petrobras à concessionária responsável pela distribuição no estado, informa O Globo.
A diminuição, no entanto, não vale para o gás de botijão (GLP), utilizado principalmente em fogões domésticos, já que esse produto segue uma política de preços distinta, baseada em outros critérios de reajuste.
Redução varia conforme região e perfil do consumidor
Na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, atendida pela Ceg, a redução média para os consumidores residenciais será de 4,44%. Para o comércio, o recuo chega a 4,61%, enquanto os postos que comercializam GNV terão queda mais expressiva, de 12,5%. No setor industrial, a redução prevista é de 11,63%.
Já no interior do estado, área atendida pela Ceg Rio, os percentuais também variam. As residências terão redução de 4,45%, o comércio registrará queda de 5,21%, os postos de GNV terão diminuição de 9,84% e as indústrias serão beneficiadas com corte de 10,19% nas tarifas.
Segundo a concessionária, as novas tarifas passam a valer automaticamente a partir de fevereiro, sem necessidade de qualquer solicitação por parte dos consumidores.
Impacto para mais de 1 milhão de clientes
De acordo com a Naturgy, cerca de 1 milhão de clientes nos segmentos residencial, comercial, industrial e de GNV devem ser beneficiados com o reajuste para baixo. A empresa destaca que o Rio de Janeiro mantém posição de liderança nacional no uso do gás natural veicular.
Atualmente, o estado conta com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos para GNV e mais de 700 postos instalados, o que torna o impacto da redução especialmente relevante para motoristas que utilizam o combustível como alternativa à gasolina e ao etanol.
Botijão segue sem alívio
Apesar da queda anunciada, o consumidor que depende do gás de botijão seguirá enfrentando preços elevados. O GLP não faz parte do reajuste divulgado, pois seus valores são definidos por outro modelo, que leva em conta custos de produção, logística e distribuição diferentes dos aplicados ao gás canalizado.
Com a redução prevista, a expectativa do setor é de que haja algum estímulo ao consumo de gás natural, especialmente no segmento veicular, em um momento de pressão sobre o custo de vida e de busca por alternativas energéticas mais econômicas.






