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Prefeitos defendem federalização da RJ-155 para enfrentar abandono da rodovia

Proposta foi apresentada ao Ministério dos Transportes e busca garantir investimentos e manutenção da via estratégica

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Reprodução

Prefeitos do Sul Fluminense defendem a federalização da RJ-155 como alternativa para enfrentar os problemas crônicos de manutenção de uma das rodovias mais estratégicas — e perigosas — da região. A proposta ganhou força nesta sexta-feira (16), durante a passagem do ministro dos Transportes, Renan Filho, por Barra Mansa, quando o tema foi levado diretamente ao governo federal.

A possibilidade de a Rodovia Saturnino Braga (RJ-155) deixar a esfera estadual e passar ao controle da União foi apresentada ao ministro pelo prefeito de Rio Claro, Babton Biondi (PP), que defendeu a necessidade de estudos para a federalização da via.

A sinalização do Ministério dos Transportes foi de que a demanda será analisada tecnicamente, especialmente pelo papel estratégico da rodovia na integração logística entre duas das principais BRs do país: a BR-116 (Via Dutra) e a BR-101 (Rio-Santos).

Rodovia estratégica, mas marcada por abandono

Apesar da importância econômica e logística, a RJ-155 enfrenta problemas recorrentes de infraestrutura. Buracos, erosões, falta de sinalização, mato alto nos acostamentos e risco constante de deslizamentos fazem parte da rotina de quem trafega pela estrada, especialmente nos trechos de serra.

Um dos pontos mais críticos é o Alto da Serra, na região da Serra de Lídice, onde a combinação de pista sinuosa, chuvas frequentes e neblina reduz drasticamente a visibilidade e aumenta o risco de acidentes. Em períodos de chuva intensa, a rodovia já operou em meia pista ou com desvios improvisados.

Sem obras estruturais significativas há mais de uma década, a percepção entre usuários é de abandono, o que impacta diretamente o transporte de cargas, o turismo e a mobilidade regional.

Importância logística e econômica da RJ-155

Além de ligar Angra dos Reis a Barra Mansa, passando por Rio Claro, a RJ-155 é um corredor fundamental entre a Costa Verde e o Médio Paraíba, conectando dois grandes eixos econômicos do Sudeste: Rio de Janeiro e São Paulo.

A rodovia também é utilizada no transporte de cargas sensíveis, como o combustível nuclear produzido pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB), em Resende, com destino às usinas de Angra dos Reis — fator que reforça a necessidade de melhores condições de segurança e infraestrutura.

Prefeitos da região avaliam que a federalização poderia facilitar a inclusão da estrada em programas federais de investimento ou até em futuros projetos de concessão, como ocorreu com outras rodovias federais no estado.

Debate é regional e envolve vários municípios

A defesa da federalização da RJ-155 não é isolada. Prefeitos de Angra dos Reis, Barra Mansa e Piraí também participam das articulações políticas em torno do tema, de acordo com o prefeito de Rio Claro. O argumento principal é que a estrada é essencial para o desenvolvimento regional.

Para o prefeito de Piraí, Luiz Fernando Pezão (MDB), apontado como um liderança regional entre os prefeitos, a mudança de gestão da rodovia é fundamental para garantir recursos federais. “Todas as rodovias federais no Estado foram concedidas. A federalização da RJ-155 pode ser o caminho para destravar investimentos”, afirmou.

Para os gestores, a mudança de jurisdição pode ser decisiva para romper um ciclo de manutenção precária e insegurança viária.

Agenda do ministro reforça foco em infraestrutura no Sul Fluminense

A discussão sobre a RJ-155 ocorreu durante uma série de compromissos do ministro Renan Filho na região. Ele confirmou o início das obras de recuperação da BR-393 no trecho do Sul Fluminense já na próxima semana e anunciou R$ 50 milhões em investimentos na Rodovia do Contorno, em Volta Redonda.

A agenda também incluiu vistorias nas obras da Serra das Araras (BR-116), em Piraí, e intervenções na linha ferroviária de Barra Mansa, ações que fazem parte do esforço federal para recuperar a malha rodoviária e ferroviária no estado do Rio de Janeiro.