Duas semanas após o incêndio que matou dois funcionários e deixou três pessoas feridas, a retomada no Shopping Tijuca é desigual entre os lojistas. Enquanto parte das lojas já voltou a funcionar, outras seguem fechadas, em meio a um trabalho intenso de limpeza, avaliação de danos e reorganização dos espaços. Para muitos comerciantes, o foco neste momento ainda não é reabrir, mas entender o tamanho do prejuízo deixado pelo fogo e pela fumaça.
Apesar de o shopping ter liberado o acesso às lojas no sábado, a decisão de muitos lojistas foi começar os trabalhos a partir da próxima segunda-feira.
Em estabelecimentos de joias, por exemplo, o trabalho de retomada tem sido manual e demorado. As peças expostas no mostruário ficaram extremamente empoeiradas e precisam ser limpas uma a uma antes de voltar às vitrines.
Enquanto isso, nos corredores, ainda é possível ver lojas fechadas com as fachadas cobertas por painéis do próprio shopping. São espaços que seguem em manutenção, reorganização ou avaliação de danos.
O Corpo de Bombeiros informou que o subsolo — onde o incêndio começou — e parte do pavimento térreo seguem interditados, por terem sido as áreas mais diretamente impactadas. A liberação total do shopping depende da recuperação completa desses espaços e da recomposição dos sistemas de segurança contra incêndio e pânico.
Até lá, a retomada para os lojistas acontece em ritmos diferentes, marcada por incerteza, custos extras e muito trabalho fora do horário normal.
Para a reabertura do shopping, o Corpo de Bombeiros realizou vistoria técnica e fiscalização da edificação como um todo, tendo como foco exclusivo a avaliação das condições de segurança contra incêndio e pânico.






