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Polícia encontra fábrica clandestina de placas ligada ao Comando Vermelho no Rio

Esquema abastecia quadrilhas de clonagem de veículos na Região Metropolitana e levou à prisão de dois homens na Vila Kennedy

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Reprodução

Uma fábrica clandestina de placas de veículos foi descoberta pela Polícia Militar durante uma operação realizada na Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O local, segundo a PM, era operado por integrantes ligados ao Comando Vermelho e abastecia quadrilhas especializadas em clonagem de automóveis roubados, dificultando a fiscalização e o rastreamento por parte das autoridades.

A ação, conduzida por policiais do 14º BPM (Bangu), resultou na prisão de dois homens em flagrante e na apreensão de um vasto material usado na falsificação de identificações veiculares. A investigação teve início há cerca de um mês, após a apreensão de um carro circulando com placa clonada, o que levou os agentes a identificar o ponto de produção ilegal.

Maquinário e placas apreendidas

No imóvel usado como fábrica, os policiais encontraram 86 placas veiculares já prontas, além de duas máquinas industriais utilizadas para a fabricação e gravação dos caracteres, avaliadas em cerca de R$ 10 mil cada. Também foram apreendidos moldes de letras e números, sopradores térmicos e outras ferramentas, que serão submetidos à perícia.

De acordo com o comando do batalhão, os presos foram identificados como Nicolas Carvalho de Andrade e João Paulo de Araújo Silva. Eles são apontados como fornecedores de placas frias para quadrilhas que atuam na clonagem de veículos em diferentes pontos da Região Metropolitana do Rio.

Histórico criminal e investigação

Ainda segundo a Polícia Militar, os dois suspeitos somam ao menos sete passagens pela polícia, por crimes como estelionato, roubo e comércio ilegal de armas de fogo. O esquema criminoso permitia que veículos roubados circulassem com novas identificações, dificultando a localização e a recuperação dos automóveis.

Após a operação, os detidos e todo o material apreendido foram encaminhados à 34ª DP (Bangu), onde o caso foi registrado. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema em outras regiões do estado.