A Polícia Civil do RJ e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) iniciaram nesta quinta-feira (22/01) a Operação Haras do Crime, contra o furto de petróleo via perfurações clandestinas em oleodutos da Transpetro que passam pela fazenda da família Garcia em Guapimirim, na Baixada Fluminense.
O prejuízo com os desvios passa de R$ 6 milhões. Seis pessoas foram presas. São eles:
Caio Victor Soares Diniz Ferreira; Elton Félix de Oliveira; Jairo Lopes Claro; Leandro Ferreira de Oliveira; Patrick Teixeira Vidal e
Washington Tavares de Oliveira.
Os Garcia são historicamente ligados à contravenção e ao carnaval no Rio de Janeiro e foram vítimas de atentados nas últimas décadas. O haras alvo da operação pertence às gêmeas Shanna e Tamara, filhas de Waldomiro Paes Garcia, o Maninho, ex-patrono do Salgueiro, e estava arrendado.
Segundo as investigações, as perfurações ocorriam no interior do haras do clã, mas não há mandados contra ninguém da família nesta quinta, pois a polícia ainda não encontrou provas de que eles soubessem dos desvios no terreno.
Entre os suspeitos pelo furto estão os atuais arrendatários da propriedade.
A ação acontece em 6 estados. Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir 13 mandados de prisão e 16 de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.
De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura funcional, com divisão de tarefas, hierarquia operacional e articulação interestadual.
A polícia descobriu “um ciclo criminoso integrado”, que se iniciava com a perfuração clandestina do duto e a proteção armada do ponto ilegal. Depois, era realizado um carregamento rápido do petróleo em caminhões-tanque, que pegavam rotas interestaduais.






