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Marcelo Crivella é denunciado pelo MP-RJ em investigação sobre esquema de propina

Investigação aponta pagamento de R$ 32 milhões ligados a contrato do Previ-Rio

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reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou o ex-prefeito do Rio, Marcelo Crivella, e outras dez pessoas por improbidade administrativa em um esquema de corrupção que teria movimentado cerca de R$ 32 milhões em propina.

A ação é um desdobramento da investigação conhecida como “QG da Propina”, que apura um esquema de fraudes em contratos públicos, com uso de empresas de fachada, supostamente praticado durante o período da pandemia da Covid-19. Segundo o MP, o esquema teria sido coordenado pelo então prefeito Marcelo Crivella e pelo empresário Rafael Alves.

Entre os contratos investigados está um acordo firmado entre o Previ-Rio — instituto de previdência dos servidores municipais — e o grupo Assim Saúde, no valor de R$ 789 milhões. À época, Crivella chegou a ser alvo de operações de busca e apreensão.

De acordo com a nova denúncia, o edital que resultou na contratação teria sido elaborado para favorecer a empresa escolhida, que, em contrapartida, teria pago 3% do valor do contrato em propina, totalizando R$ 32 milhões. Ainda segundo o Ministério Público, documentos apresentados à Justiça indicam que Marcelo Crivella tinha conhecimento dos atos praticados por seus subordinados.

Além do ex-prefeito, a denúncia envolve o empresário Rafael Alves, outras nove pessoas físicas e 25 empresas. O MP pede a devolução dos valores pagos em propina aos cofres da Prefeitura do Rio, além da aplicação de multa e da suspensão dos direitos políticos dos acusados.

Em nota, Marcelo Crivella afirmou que o grupo Assim Saúde presta serviços ao município há mais de 17 anos, inclusive na atual gestão, e que a contratação foi conduzida pelo Previ-Rio, com aval da Controladoria-Geral, da Procuradoria-Geral do Município e do Tribunal de Contas. O ex-prefeito também negou fraude, alegando que não houve licitação, mas credenciamento — modalidade prevista em lei, aceita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e recomendada pelo próprio Ministério Público.

O grupo Assim Saúde informou que não vai se manifestar sobre o caso.