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Prefeitura suspende Feira da Praça XV por cinco semanas durante Carnaval e expositores protestam

Paralisação para megablocos no Centro do Rio deixa feirantes até 41 dias sem renda e gera críticas por falta de diálogo e planejamento

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Reprodução

Tombada por decreto municipal, a Feira de Antiguidades da Praça XV é considerada a maior da América Latina. A reunião de expositores é ponto de encontro de moradores do Rio de Janeiro e turistas todos os sábados das 6h às 15h. No entanto, no período do Carnaval de 2026, essa rotina vai mudar.

Por conta do circuito dos megablocos carnavalescos no Centro da cidade do Rio de Janeiro, as atividades da Feira da Praça XV foram suspensas pela Prefeitura nos dias 24 e 31 de janeiro. Além de 7, 14 e 21 de fevereiro.

A decisão desagradou expositores. “A Praça XV de Novembro não é só um ponto do mapa. É um dos lugares mais antigos e simbólicos do Rio de Janeiro. Ali se formaram caminhos, encontros, disputas, trabalho e vida cotidiana do povo. Ali se construiu parte da história política, social e cultural da cidade. É nesse espaço que, desde a década de 1970, acontece a Feira de Antiguidades da Praça XV. Mais do que um mercado, ela é um território de memória popular: livros, discos, fotografias, móveis, brechós, objetos antigos e histórias que circulam de mão em mão. Mesmo assim, ano após ano, ela é preterida. Seu espaço é entregue aos megablocos de Carnaval. Em 2026, serão 41 dias sem feira. São quarenta e um dias sem trabalho para dezenas de expositores. Quarenta e um dias sem renda para famílias que vivem exclusivamente da feira. Quarenta e um dias sem cultura acessível ocupando o centro da cidade. Esses expositores em sua maioria não têm salário fixo. Não têm férias remuneradas. Se a feira para, a renda para junto“, se posicionou o Makebas Brecho?, sempre presente como expositor na Feira.

A programação dos dez megablocos que desfilarão no Circuito Preta Gil no Carnaval 2026, já foi definida pela Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur). A folia nas ruas do centro da capital fluminense começa com o Bloco Chá da Alice, no dia 24 de janeiro. A estimativa dos organizadores é mais de 50 mil foliões presentes.

No dia 25, a programação prevê a participação do Bloco da Lexa. O Bloco do Gold, de Léo Santana, desfila no dia 31, com a estimativa de reunir 150 mil pessoas. O SeráQAbre? passa pelo circuito no dia 1º de fevereiro.

Os megablocos voltam no Centro do Rio dá uma pausa e só volta no dia 7, com a presença do Bloco da Favorita. O Cordão do Boitatá, criado por estudantes e músicos, em 1996, na região da Praça XV, pela primeira vez participa da folia no Circuito Preta Gil. O bloco sai no dia 8.

Com a estimativa de reunir mais de 700 mil foliões, o tradicional Cordão da Bola Preta desfila no dia 14, sábado de carnaval.

“E é importante deixar claro: não somos contra os blocos. O Carnaval é identidade, alegria e cultura popular. Mas uma cidade que se diz plural não pode apagar uma tradição para celebrar outra. Festa e memória podem coexistir. Blocos e feira podem dividir o espaço. O que falta não é lugar, é planejamento, diálogo e respeito ao patrimônio”, reforçou o Makebas Brecho?.