O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um ambicioso plano de defesa nacional chamado “Domo de Ouro” (Golden Dome, em inglês), um sistema de defesa antimísseis de nova geração que tem como objetivo proteger o território norte-americano contra ataques balísticos, hipersônicos e outras ameaças aéreas avançadas.
O projeto foi apresentado em 2025, por meio de uma ordem executiva que determinou o início do desenvolvimento de um escudo antimíssil nacional. Inspirada no sistema israelense Domo de Ferro, a proposta norte-americana, porém, é consideravelmente mais ampla e complexa, prevendo cobertura em escala continental e até global. A construção seria feita na Groenlândia, alvo recente do mandatário.
O Domo de Ouro foi concebido como um sistema de defesa em múltiplas camadas, integrando tecnologias terrestres e espaciais. A ideia central é detectar e neutralizar ameaças já nos primeiros momentos após o lançamento de um míssil, reduzindo drasticamente os riscos de impacto em solo americano.
Entre os pilares do projeto estão satélites de vigilância capazes de identificar lançamentos em tempo real, radares avançados, interceptadores baseados em terra e no mar, além do uso de sistemas já existentes, como o Patriot e o THAAD. O plano também prevê o desenvolvimento de novas tecnologias, incluindo lasers de alta energia e interceptadores de última geração.
Trump afirmou que o sistema deverá estar operacional antes do fim de seu mandato, em 2029. O custo inicial estimado pelo governo é de cerca de US$ 175 bilhões, embora analistas alertem que o valor total pode ser muito maior ao longo das próximas décadas.
O anúncio do Domo de Ouro ocorre em um momento de crescente tensão geopolítica. O governo americano argumenta que o avanço tecnológico de países como China, Rússia e Coreia do Norte exige uma resposta robusta, capaz de lidar com mísseis mais rápidos, manobráveis e difíceis de interceptar.
Dentro dessa estratégia, áreas consideradas sensíveis do ponto de vista geográfico e militar ganham destaque, como o Ártico, visto como uma rota estratégica para eventuais ataques e para a instalação de sistemas de defesa e monitoramento.






