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Congonhas registra segundo extravasamento em mina da Vale em 24 horas

Ocorrência foi registrada na mina Viga, entre a Plataforma e o Esmeril

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Em menos de 24 horas, um segundo extravasamento de água com sedimentos foi registrado em Congonhas, na Região Central de Minas Gerais. Desta vez, a ocorrência aconteceu na mina Viga, pertencente à Vale, localizada entre as regiões da Plataforma e do Esmeril, no domingo (25).

Segundo informações apuradas pela Rádio Itatiaia, o episódio foi acompanhado pela Defesa Civil do município, que confirmou o escoamento de água com sedimentos para o rio Maranhão. Nesta segunda-feira (26), equipes seguem no local realizando o monitoramento preventivo da área.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente também atua na avaliação dos impactos e na adoção das providências necessárias. De acordo com as autoridades, não houve registro de feridos, bloqueio de vias ou comunidades atingidas. O impacto identificado até o momento é exclusivamente ambiental.

Em nota, a Prefeitura de Congonhas lamentou o ocorrido e destacou que se trata da segunda ocorrência envolvendo extravasamento em menos de 24 horas no município. A administração municipal informou ainda que novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das apurações.

As autoridades apontam que os problemas registrados estão relacionados ao volume elevado de chuvas intensas concentradas nos últimos três dias na região.

Investigação em outra mina da Vale

O novo extravasamento ocorre um dia após o rompimento de uma estrutura na Mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto. Na ocasião, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, determinou que a Agência Nacional de Mineração investigue o caso.

Segundo o Corpo de Bombeiros, houve o rompimento de um “sump”, estrutura utilizada para contenção de água, o que gerou o extravasamento de água represada. O fluxo atingiu áreas da unidade Pires, pertencente à CSN Mineração, causando alagamentos em setores operacionais.

Em nota oficial, a Vale afirmou que o episódio não tem relação com barragens da empresa na região, que seguem estáveis e monitoradas 24 horas por dia. A mineradora informou ainda que comunicou os órgãos competentes e que as causas do extravasamento estão sendo apuradas.